Brasil exporta talentos para outras seleções

A migração de atletas do País para seleções estrangeiras tem um exemplo clássico. Mazzola, atacante que nasceu em Piracicaba, interior de São Paulo, foi campeão do mundo em 1958 pelo Brasil e, depois, jogou a Copa de 1962 defendendo a Itália. Ele havia se tornado cidadão italiano.

Bruno Lousada e Sílvio Barsetti, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2010 | 00h00

Mais tarde, a Fifa proibiu que atletas pudessem atuar por duas seleções. Mas isso não impediu um processo acelerado de naturalização de vários jogadores que não dispunham de oportunidade no Brasil.

O caso recente mais conhecido é o do meia Deco, jogador de extrema habilidade e ídolo em Portugal. Nascido em São Bernardo do Campo em 1977, obteve cidadania portuguesa, atendendo a uma sugestão de Luiz Felipe Scolari, e integrou a seleção lusa nas Copas de 2006 e na disputada este ano, na África do Sul. Também fez parte da equipe na Eurocopa de 2004, quando Portugal foi vice-campeão.

O volante Marcos Senna, que é natural de São Paulo e conquistou o Mundial pelo Corinthians em 2000, nacionalizou-se espanhol. Esteve no Mundial de 2006 pela equipe europeia e ganhou o título da Eurocopa de 2008 com a Fúria.

Na Copa da África, alguns brasileiros defenderam outras seleções, como é o caso do atacante Cacau, de 29 anos. Nascido em Santo André, ele vestiu a camisa da Alemanha. Nascido no interior de São Paulo, o zagueiro Marcus Túlio mudou-se para o Japão aos 15 anos e, em 2001, começou sua carreira profissional. Atuou pela equipe japonesa no Mundial de 2010.

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