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Brasil ganha 8 medalhas no halterofilismo do Parapan-Americano

No primeiro dia do atletismo, delegação do País vai a 15 pódios

O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2015 | 20h49

Mesmo com o fim dos Jogos Pan-Americanos, o Brasil segue representado em Toronto na disputa dos Jogos Parapan-Americanos, que acontecerão até o próximo dia 15 de agosto. Esta terça-feira ficou marcada pelo fim das competições de halterofilismo, modalidade em que os brasileiros ficaram com oito medalhas.

Depois de queimar as três tentativas no Rio, em 2007, e terminar na quinta colocação em Guadalajara, em 2011, Joseano Felipe finalmente ficou no lugar mais alto do pódio. Os 200kg levantados na primeira tentativa foram suficientes para o ouro na categoria pesado, com atletas até ou acima dos 107kg. 

Em entrevista ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Joseano disse estar "muito feliz com a medalha de ouro, porque era isso que estava procurando aqui em Toronto". O para-atleta lembrou da dor que teve no Rio de Janeiro, quando pensou até na aposentadoria. "O alívio é maior porque em 2007, no meu primeiro Parapan, queimei as três tentativas e pensei em parar, mas muita gente falou comigo que isso era coisa do esporte e eu não larguei. Voltar para o Brasil com a medalha de ouro é como tirar um peso enorme das costas."

Além de Joseano, Evanio Rodrigues da Silva (até 80kg) e Maria Rizonaide (até 50kg) foram os outros brasileiros com medalhas douradas. A única prata ficou com Bruno Pinheiro Carra (até 59kg). As medalhas de bronze foram conquistadas por Luciano Dantas (até 49kg e 54kg), Alexsandro Whitaker (até 65 kg), Rodrigo Carvalho (até 88kg) e Marcia Menezes (até 73kg, 79kg, 86kg e acima dos 86kg). 

No dia anterior foi dada a largada para o atletismo, modalidade com mais representantes na delegação do Brasil, com 50 atletas, 28 homens e 22 mulheres. Logo na estreia, os brasileiros conseguiram 15 medalhas, seis ouros, cinco pratas e quatro bronzes.

O Brasil poderia ter garantido mais uma medalha dourada, não fosse a desclassificação de Odair Santos na final dos 5000m para os deficientes visuais. Segundo a organização, Odair deveria competir com os dois guias inscritos. Porém, a comissão técnica preferiu não fazer a troca e correr com apenas um, o que não foi aceito. 

O pódio dos 100m rasos na categoria T47, com competidores amputados, contou com dois brasileiros. Petrucio Ferreira foi o primeiro a cruzar a linha de chegada, com 10seg77, e Yohansson Ferreira, o terceiro, após 11seg12. 

"Estou voltando de lesão e quase fiquei fora da competição. Recuperei-me em menos de dois meses e consegui. Fiquei muito satisfeito", disse Petrucio ao site do CPB. 

Passados quatro dias de Parapan, o Brasil lidera o quadro geral com 132 medalhas, sendo 53 de ouro, 37 de prata e 42 de bronze. Na sequência vem o Canadá, com 76 conquistas (25 ouros, 29 pratas e 22 bronzes) e os Estados Unidos, dono de 65 pódios (18 douradas, 25 prateadas e 22 bronzeadas). 

Nesta quarta-feira terão início as disputas no judô. Tanto o Futebol de 5 como o de 7 retornarão após a folga na terça. As disputas por medalha voltarão no tênis de mesa, esporte no qual os brasileiros têm dominado com folga. 

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