Brasil faz história e vai à semifinal da Liga Mundial de Polo Aquático

A seleção brasileira masculina de polo aquático conseguiu o maior feito da sua história nesta sexta-feira, em Bérgamo, na Itália. Contando com cinco jogadores naturalizados na equipe, venceu a Austrália por 9 a 8, pelas quartas de final, e se classificou para as semifinais da Superfinal da Liga Mundial.

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Estadão Conteúdo

26 de junho de 2015 | 12h45

A competição, disputada por oito equipes, sendo quatro da Europa, vale vaga ao campeão nos Jogos Olímpicos. O Brasil já está classificado como dono da casa, voltando à Olimpíada após 32 anos.

Nas três últimas temporadas, o Brasil vinha conseguindo a classificação para disputar a Superfinal, mas brigava apenas pelo penúltimo lugar. Em 2012, por exemplo, terminou em último depois de perder de 13 a 2 também pela Austrália. No ano passado, o confronto diante dos australianos foi válido pelas quartas de final, e a derrota acabou sendo por 14 a 7. Na fase "intercontinental" da Liga este ano, foram duas derrotas: 13 a 10 e 9 a 6.

Em Bérgamo, a seleção brasileira, treinada pelo croata Ratko Rudic, considerado o melhor treinador de polo aquático em todos os tempos, estreia dois jogadores. O croata Josip Vrlic conseguiu a naturalização por determinação do Ministério da Justiça, para jogar a Olimpíada, enquanto o cubano Ives Alonso se naturalizou, por conta própria, após cinco anos morando e trabalhando como professor de educação física no País. Ambos se revezam como o central da equipe.

Além deles, a seleção conta com o melhor jogador da última edição da Liga dos Campeões da Europa, Felipe Perrone, que nasceu e foi criado no Rio, mas jogava pela Espanha - só este ano ele reestreou pelo Brasil. Os demais jogadores que trocaram de nacionalidade esportiva são o espanhol Adriá Delgado e o italiano Paulo Salemi, ambos cidadãos brasileiros desde que nasceram.

Disputar a semifinal da Liga Mundial é um feito histórico porque a elite do polo aquático está quase toda na Europa. Em 13 edições, além dos europeus (Hungria, Itália, Espanha e os países derivados da ex-Iuguslávia principalmente), só Estados Unidos e Austrália chegaram ao pódio, duas vezes cada um.

O Brasil busca uma vaga na final neste sábado, quando enfrenta o vencedor de Croácia e Itália. Os croatas, atuais campeões olímpicos, levaram 17 a 10 do Brasil na primeira rodada da fase de grupos. A Itália foi campeã mundial em 2011 e ganhou a prata olímpica em 2012.

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