Mario Ruiz/EFE
Mario Ruiz/EFE

Brasil fecha atletismo com 41 medalhas em Santiago, no Chile

Apesar de resultados abaixo do esperado, país acaba em primeiro na modalidade

Nathalia Garcia, , enviada especial - O Estado de S. Paulo

16 de março de 2014 | 21h16

SANTIAGO - Chegaram ao fim, neste domingo, as provas de atletismo dos Jogos Sul-Americanos de Santiago, no Chile - que terminam na terça. E o Brasil, apesar de resultados bem abaixo do esperado em algumas disputas, acabou como melhor do quadro de medalhas da modalidade, com um total de 41, equilibradas entre 14 de ouro, 13 de prata e 14 de bronze. Em segundo, a Colômbia somou 24, sendo sete de ouro.

Neste domingo o Brasil ganhou apenas quatro das 11 medalhas de ouro colocadas em disputa no Estádio Nacional de Santiago. Venceu com Kleberson Davide (1min45s30) nos 800m, com Jonathan Henrique Silva (16,51m) no salto triplo, e com os revezamentos 4x400m no masculino (3min03s94) e feminino (3min35s07). Os homens ratificaram o índice para o Mundial de Revezamentos das Bahamas, em maio.

O dia ainda teve medalhas de prata de Jefferson Sabino (salto triplo), Ronald Julião (lançamento de disco) e Joilson da Silva (5.000m) e bronze de Lutimar Paes (800m) e Christiane Ritz (800m).

OUTROS RESULTADOS

De forma geral, os resultados em outras modalidades não chegaram a ser bons neste domingo. Vice-campeã mundial, Ana Marcela Cunha ficou só com a medalha de bronze na maratona aquática, batendo mais de dois minutos depois de Kristel Schimpl, do Chile - as provas mais importantes costumam ser definidas por centésimos de segundo. No masculino, Allan do Carmo ganhou ouro.

O ciclismo também foi mal nas provas de estrada. No feminino, as irmãs Clemilda e Janildes Fernandes ficaram apenas no sexto e no sétimo lugares, respectivamente. E elas foram as melhores do País. No masculino, Willian Chiarello, convocado em cima da hora, acabou em sexto. Dos seis brasileiros, só três completaram.

Os saltos ornamentais renderam uma medalha de ouro, com Hugo Parisi, na plataforma. Rui Marinho foi o quinto. No trampolim feminino, Juliana Veloso ficou em quarto e Milena Canto Se em quinto. A esgrima ganhou prata por equipes no florete feminino, disputa que não estará nos Jogos do Rio/2016. O tiro esportivo brasileiro teve seu pior dia, sem nenhuma medalha entre seis oferecidas.

Depois do ouro por equipes sem perder nenhuma partida, as comandadas de Hugo Hoyama vacilaram na chave individual do tênis de mesa. Jessica Yamada e Caroline Kumahara foram eliminadas na semifinal por atletas colombianas e ficaram com o bronze. No masculino, final brasileira, com vitória de Cazuo Matsumoto sobre Gustavo Tsuboi. Este havia eliminado Thiago Monteiro nas quartas. Jessica tirou Gui Lin.

O tênis teve um bom resultado, com ouro de Paula Gonçalves após vitória por 2 sets a 1 sobre a paraguaia Veronica Cepede, com parciais de 6/1, 4/6 e 6/4. Rogerinho deu W.O. na decisão do bronze na chave masculina.

No hóquei sobre grama o Brasil disputou e perdeu a medalha de bronze nos dois naipes. Foi batido pelo Uruguai (3 a 0) entre as mulheres e pela Venezuela (3 a 2) no masculino. Assim, ficou sem vaga nos Jogos Pan-Americanos. O País precisa de um bom ranking para não perder o posto assegurado ao país-sede nos Jogos Olímpicos por deficiência técnica.

No hipismo, pódio completo para o Brasil na prova individual de saltos. O ouro ficou com Felipe Amaral, acompanhado de Cesar Almeida (prata) e Sergio Martins (bronze). Sem Marta, o futebol feminino decepcionou e ficou apenas com a medalha de bronze, conquistada após vitória por 2 a 1 sobre a Venezuela.

Na estreia do tae kwon do, nenhuma medalha de ouro em três finais. Natália Falavigna (+67kg) ficou com a prata, derrotada pela colombiana Sandra Valderrama. Douglas Marcelino (+80kg) também terminou em segundo. Na final, perdeu para Carlos Rivas, da Venezuela. Julia Vasconcelos (até 67kg) perdeu da colombiana Katherine Portacio.

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