Brasil festeja medalha com "gosto de ouro"

A medalha foi de bronze, mas teve sabor de ouro para Vicente Lenílson, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e Claudio Roberto Souza, os quatro brasileiros que disputaram o revezamento 4x100 metros no Mundial de Atletismo, em Paris. Com o tempo de 38s26, o Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos (38s06) e da Grã-Bretanha (38s08).Os brasileiros ganharam US$ 20 mil de prêmio da organização do Mundial e mais um bônus de R$ 15 mil, anunciado pelo presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta de Melo.Para André Domingos, a medalha do revezamento foi uma volta por cima da equipe em relação ao que ocorreu no Mundial de 2001, quando o Brasil ficou fora do pódio por causa da queda do bastão. "No nosso interior, sabemos que fomos campeões do mundo em Edmonton. Ali não perderíamos o campeonato. Mas o bronze foi o que pudermos ganhar aqui e, por isso, digo que tem sabor de ouro", disse o atleta mais experiente do grupo, já que disputa o campeonato desde 93, em Stuttgart. Sem um dos principais velocistas do País, Claudinei Quirino, contudido, a equipe contou com a entrada de Cláudio Roberto de Souza. "Foi a oportunidade da minha vida. Eu tive em Sydney, em 2000, e no último Pan como reserva. O bronze foi adequado para o que nós treinamos", afirmou o atleta."Deu um encavalada na passagem do bastão para o André. O Vicente disse que teve de me chamar duas vezes. Se as passagens tivessem sido melhores, acho que poderíamos ser mais rápidos", explicou Edson Luciano.Apesar da festa dos atletas, o técnico Jayme Neto Jr. não gostou do resultado. "É bronze com gosto de bronze mesmo. Se perdessemos a prata e o ouro correndo entre 38s00 e 38s10, tudo bem. Em Sevilha, em 1999, ficamos em quarto com 38s05. Valeu para manter a tradição do Brasil no revezamento, mas poderíamos ter ganho", avaliou o treinador brasileiro - o melhor tempo do País na prova é 37s90.Agora, Jayme Neto vai planejar a preparação do revezamento 4x100 m, para os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, e para o Mundial de Helsinque, em 2005. Vai propor à CBAt a realização de três campings de treinamentos, um no Brasil e dois no exterior, com oito atletas, sendo seis adultos e dois Sub-22. "Quero trabalhar para ter todas as alternativas de formação", revelou o treinador.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.