Brasil fica a dois sets da semifinal

Apenas dois sets separam o Brasil das semifinais da Liga Mundial. Isso porque a seleção brasileira assegurou a segunda vitória nessa etapa, nesta quarta-feira, ao derrotar de forma brilhante os gigantes russos, atuais campeões do torneio, por 3 sets a 1, parciais de 25/19, 24/26, 25/17 e 25/15. Com este resultado, os brasileiros assumiram a liderança do Grupo F. A Itália que venceu a Bulgária por 3 sets a 1, parciais de 21/25, 25/19, 25/23 e 25/23, está em segundo. A Rússia é a terceira colocada. A definição dos semifinalistas poderá ocorrer no saldo de sets. Caso o Brasil perca por 3 a 2 (melhor resultado numa derrota), por exemplo, e a Rússia, vença a Bulgária por 3 a 0 (melhor placar em caso de vitória), os classificados para a próxima etapa serão Brasil e Rússia, nessa ordem. Na Liga do ano passado, os russos quase ficaram de fora da fase final e acabaram vencendo os brasileiros na decisão pelo título. Nesta quinta-feira, o Brasil enfrenta a Itália, às 12h30 (horário de Brasília), com SporTV, e a Rússia pega a Bulgária, já desclassificada. Sérvia e Montenegro (a Iugoslávia, atual campeã olímpica), líder do Grupo E, é a única garanttida nas semifinais. A Grécia, lanterna, está eliminada. Nesta quarta, os gregos perderam para a República Checa por 3 a 1 (18/25, 25/19, 25/21 e 25/15) e a Sérvia e Montenegro superou a Espanha pelo mesmo placar, parcias de 25/19, 25/20, 20/25 e 25/18. Nesta quinta, sérvios e gregos cumprirão tabela. Já o vencedor do confronto entre República Checa e Espanha disputará as semifinais. Nesta quarta, a equipe comandada por Bernardinho foi ganhando mais confiança e segurança, com Giovane e Maurício, que entraram a partir do segundo set, e com o capitão Nalbert, um dos destaques com dez pontos de ataque e três de bloqueio. O time base teve o levantador Ricardinho, os centrais Rodrigão e André Heller (novidade na escalação), os ponteiros Giba e Nalbert e o oposto André Nascimento (o maior pontuador com 16 pontos). ?Mostramos consistência. Tivemos momentos até melhores durante esta Liga, mas nunca havíamos jogado nesse alto nível de uma maneira tão regular e contra um adversário tão difícil?, elogiou Bernardinho. No total, o Brasil obteve mais pontos de bloqueios do que os russos (14 contra 8). O saque foi mais eficiente (7 aces contra 1) e recebeu mais pontos em erros (a Rússia cedeu 36 pontos e o Brasil, 22). No ataque, a Rússia marcou 46 pontos, e o Brasil, 42. Embora acredite que uma vitória nesta quinta contra a Bulgária classifique sua equipe para as semifinais, o técnico da seleção russa, Guennadi Chipulin, criticou a atuação de alguns de seus jogadores. ?Jogamos desfalcados, os jovens não estiveram no nível esperado e não nos encontramos em uma boa fase neste torneio.? O capitão russo Vadim Jamuttskij classificou o jogo de sua equipe como ?desastroso?.

Agencia Estado,

09 de julho de 2003 | 17h59

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