Brasil fica em 4º no 4x100m no Mundial de Revezamentos e vai à Olimpíada

O Brasil cumpriu sua meta no primeiro dia do Mundial de Revezamentos, em Nassau (Bahamas). Ao avançar para as finais no 4x100m e no 4×400 masculino e no 4x400m feminino, obteve classificação para as três provas nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. Falta apenas carimbar o passaporte no 4x100m feminino, que tem eliminatórias e finais neste domingo, com o Brasil com chances reais de medalha.

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Estadão Conteúdo

03 de maio de 2015 | 09h48

Pelos critérios definidos pela IAAF (Associação das Federações Internacionais de Atletismo) vão à Olimpíada os times finalistas do Mundial de Revezamentos em cada uma das provas olímpicas, além dos oito melhores do ranking mundial. O Brasil não deu chance para o azar.

Com Bruno Lins, Vitor Hugo dos Santos, Aldemir Gomes e Jorge Henrique Vides, foi o segundo mais rápido da primeira das três baterias eliminatórias do 4x100m, com 38s64, atrás apenas da Jamaica. Nem precisou esperar as outras séries, porque os dois primeiros avançavam à final.

Na final, o Brasil ficou em quarto, com 38s62, bem abaixo dos 38s10 que deram à equipe a mesma quarta colocação no ano passado. O ouro ficou com os EUA, que correram com uma equipe estrelar, com Justin Gatlin e Tyson Gay, completando em 37s38, o terceiro melhor tempo da história, atrás apenas dos desempenhos de EUA e Jamaica na última Olimpíada.

Dessa vez Bolt não resolveu sozinho e a Jamaica ficou com a prata, com 37s68. A derrota para os EUA é a primeira dos jamaicanos desde o Mundial de Osaka, em 2007, exatamente a última grande competição em que Bolt não foi campeão. O Japão faturou o bronze (38s20), 43 centésimos à frente dos brasileiros.

4x400M NA OLIMPÍADA - No 4x400m masculino, prova para a qual o Brasil não conseguiu classificação para os Jogos de Londres-2012, a equipe deu relativa sorte no sorteio, ao cair em uma série que tinha Bahamas (campeã olímpica), mas nenhuma outra equipe forte. Desde a primeira troca de bastão, os brasileiros, mesmo desfalcados de Anderson Henriques, principal nome do País na distância, estiveram sempre ligeiramente atrás dos donos da casa, que venceram com 3min02s18.

Hugo de Souza, que completou a equipe formada por Pedro Luiz Oliveira, Wagner Cardoso e Henderson Estefani, ainda forçou contra Ramon Miller, mas não o suficiente para tirar a vitória dos donos da casa na série. Com 3min02s23, o Brasil ficou a 0s05 de Bahamas, mas sobrou sobre Cuba, terceira colocada. A final será na noite deste domingo.

Depois, nas eliminatórias do 4x400m feminino, Joelma Souza, Jailma de Lima, Liliane Fernandes e Geisa Coutinho correram contra o relógio. Jamaica e Grã-Bretanha eram favoritas na série, mas a vaga olímpica poderia vir como um dos dois melhores tempos dentre os que não se classificaram diretamente à final nas três baterias.

E foi isso que aconteceu. As brasileiras completaram em 3min29s38, em terceiro. A marca foi a quarta melhor das eliminatórias, atrás apenas de Jamaica, EUA e Grã-Bretanha. Uma medalha na final deste domingo, entretanto, é improvável e depende de um erro das favoritas.

CLASSIFICADOS - Com as 18 credenciais garantidas nos revezamentos (três por prova), o Brasil já tem assegurada a participação de 26 atletas no atletismo dos Jogos do Rio-2016. Afinal, nas provas que exigem maior resistência (maratona, marcha atlética, 10,000m, decatlo e heptatlo), a tomada de índices já começou.

Três maratonistas têm índice no masculino (Marílson Gomes, Solonei Rocha da Silva e Gilberto Silvestre Lopes) e duas no feminino (Adriana Aparecida da Silva e Marily dos Santos), além de três atletas da marcha atlética: Caio Bonfim (20km), Mario José dos Santos (50km) e Erica Rocha (20km).

Caso confirme o favoritismo e obtenha a vaga olímpica no revezamento 4x100m feminino, o Brasil chegará a uma equipe com 34 nomes no Rio antes mesmo do início do período de tomada de tempo nas demais provas. Em Londres, a equipe teve 36 atletas. Quem obtiver índice nos 100m ou 400m precisa estar também entre os convocados para o revezamento.

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