Wander Roberto/Inovafoto
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Brasil ganha 16 medalhas de ouro e dispara na ponta em Santiago

País chegou a 29 e abriu folga sobre a Argentina, que liderava ao fim das disputas no sábado e agora tem 16

Nathalia Garcia, enviada especial, O Estado de S. Paulo

09 Março 2014 | 21h16

SANTIAGO - O Brasil finalmente fez valer todo o seu favoritismo nos Jogos Sul-Americanos de Santiago, neste domingo. Com 16 medalhas de ouro num único dia, o País chegou a 29 e abriu enorme folga sobre a Argentina, que liderava ao fim das disputas no sábado e agora tem 16. A única decepção veio da ginástica artística masculina, que perdeu da Colômbia por equipes e no individual geral.

Até a natação, que vinha tendo desempenho apenas regular, se saiu muito bem neste domingo. Garantiu cinco medalhas de ouro nas oito provas em disputa, no seu melhor dia até aqui. E foram resultados importantes, como as vitórias no 4x100m livre feminino e no 4x100m medley masculino.

Thiago Pereira quase quebrou a barreira dos dois minutos para vencer os 200m medley, sua especialidade, em 2min00s09. Bruno Fratus também confirmou favoritismo e foi ouro nos 50m livre, com 22s40, longe dos 22s00 que havia feito no GP de Orlando. A outra vitória brasileira veio nos 200m peito, com Pamela Alencar.

"Os blocos de partida estavam frouxos. Tentaram acertar duas vezes e aí achei melhor não segurar a prova e atrapalhar todo mundo porque não estava mal só pra mim. Vi que dava pra bater na frente, mas infelizmente baixar o tempo não deu" explicou Bruno Fratus.

A luta livre feminina, que está em ascensão no Brasil, garantiu duas de ouro para o País, com Aline Ferreira (até 75kg) e Gilda Oliveira (até 69kg). Laís Oliveira (até 63kg), porém, perdeu a final e ficou com a prata. Susana Santos (até 48kg) foi derrotada na disputa pelo bronze. Joice Silva, melhor do País, não foi a Santiago porque sua categoria não teve o mínimo de inscritos.

A ginástica artística masculina, por outro lado, foi a decepção. Mesmo contando praticamente com força máxima (só Diego Hypolito não foi a Santiago), não beliscou nenhum ouro. Foi prata por uma diferença mínima por equipes (346.350 pontos, contra 346.700 da Colômbia) e terminou em segundo também no individual geral, com Sergio Sasaki. Jossimar Calvo, colombiano, acabou campeão. Arthur Zanetti avançou com a melhor nota à final das argolas.

No hipismo, mais medalhas. Na prova Intermediária I, o Brasil conquistou as três medalhas. Leandro Silva foi ouro, João Victor Marcari Oliva ficou com a prata e João Paulo dos Santos, bronze. "Graças a Deus conseguimos essa vitória, que foi muito importante e consagra o trabalho que todo mundo tem feito Fomos ganhando confiança e assim continuaremos para buscar cada vez mais bons resultados para o Brasil", festejou o campeão Leandro Silva.

MAIS MEDALHAS

No ciclismo BMX veio uma medalha de ouro, com Renato Rezende, que se aproveitou da queda do colombiano Carlos Oquendo, favorito da prova, para vencer. Não sem antes travar disputa acirrada com o argentino Federico Villegas. No feminino, não teve para ninguém e o ouro ficou com a colombiana Mariana Pajon, campeã olímpica. Bianca Quinalha foi apenas a quinta colocada.   "É uma emoção grande conquistar uma medalha inédita de ouro para o Brasil. Lógico que ainda tenho o que melhorar, mas o resultado já demonstra que estou no caminho certo. Está tudo caminhando bem e posso dizer que comecei o ciclo olímpico com o pé direito”, disse Renato.

Já nas provas de estrada do Brasil ganhou as duas medalhas de ouro oferecidas no contra-relógio. No feminino, Fernanda Souza surpreendeu Clemilda Fernandes, que terminou com o bronze. "Tracei a estratégia de dar tudo de mim até o topo da subida e depois apenas administrei o restante da prova", disse Fernanda.

Entre os homens, Murilo Ferraz ganhou com boa folga. "Senti que dava para ganhar quando vi que, a cada volta, meu tempo baixava ainda mais. Aí, ganhei confiança", afirmou Murilo.

Depois de ganhar a prata no single skiff peso leve, que é sua especialidade, Fabiana Beltrame deu a volta por cima e levou o ouro no single skiff neste domingo. Só ela ganhou medalha para o Brasil no remo, em sete provas. A modalidade teve seu último dia de disputas neste domingo. "Nada como um dia atrás do outro. Acho que o fato de não ter levado o ouro ontem (sábado) me deixou ainda com mais vontade de buscar essa medalha. Remei bem e consegui conquistar esse ouro", celebrou Fabiana Beltrame.

No rúgbi sevens, muita diferença entre os resultados do masculino e do feminino. As mulheres, que nunca perderam de rivais da América do Sul, foram campeãs fazendo 40 a 0 na Argentina, na final. Já o masculino levou 31 a 7 do Chile na disputa do bronze e ficou sem medalhas.

Depois de ganhar apenas uma prata nas disputas individuais no triatlo, por equipes (prova não-olímpica) o Brasil o faturou ganhou o ouro neste domingo, com Danilo Pimentel, Diogo Sclebin, Pamela Oliveira e Beatriz Neres. O País também foi ao lugar mais alto do pódio no pentatlo masculino, com dobradinha de ouro e prata de Felipe Nascimento e Danilo Fagundes.

Nas modalidades não olímpicas, o Brasil garantiu ouro com Douglas Santos, no caratê, na categoria até 60kg. Valéria Kumizaki ganhou bronze na até 55kg. Nas demais, passou em branco.

 

HANDEBOL

A seleção brasileira feminina de handebol não se intimidou com a pressão da torcida chilena e estrou com vitória sobre as donas da casa por 36 a 22, em Viña del Mar.  Apesar da boa vantagem no placar, o ritmo do jogo foi abaixo do habitual e as brasileiras cometeram muitos erros.

"Erramos durante todo o primeiro tempo. Além disso, o Chile jogou com a casa cheia e com uma grande responsabilidade. Todo mundo pensava que iríamos fazer coisas mirabolantes na quadra, por sermos campeões mundiais. E não é bem assim. Além disso, o Chile fez a melhor partida que eu já vi até hoje. Foram muito rápidas", comentou o técnico Morten Soubak.

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