Brasil ganha ouro na estréia em Madri

O Brasil estreou na Copa Latina de Natação, hoje, em Madri, Espanha, ganhando duas medalhas de ouro, com Nayara Ribeiro, nos 400 m, livre (4min19s66) e Caio Moretzsohn, nos 200 m, medley (2min06s38). A seleção ganhou mais seis medalhas de prata e está em terceiro, com 214 pontos. A Itália lidera (228 pontos) e a França é a segunda (215). "Ganhei na batida de mão", comemorou Moretzsohn. Para Nayara Ribeiro, o ouro nos 400 m, livre, foi surpresa - há mais de um ano a nadadora baiana, especialista nos 800 m, não disputa a prova. As pratas foram nos 400 m, livre, com Armando Negreiros (3min58s19), 100 m, peito, com Henrique Barbosa (1min03s67), 50 m, livre, com Amara Silva (26s61), 200 m, borboleta, com Kaio Márcio (2min00s69) e Bárbara Jatobá (2min18s91) e 4x100 m, livre, com Rebeca Gusmão, Amara Silva, Ivi Monteiro e Mariana Brochado (3min53s30). Negros - A teoria de que o negro tem biótipo inadequado para estar entre os grandes nadadores não tem base científica, confirma o fisiologista Turíbio Leite de Barros, do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte (Cemafe) e do São Paulo. Para desmistificar essa tese, a Federação Aquática Paulista, em parceria com a Organização Não Governamental Centro Comunitário de Desenvolvimento Sócio-Cultural, realiza o I Torneio Afro-Brasileiro de Natação, amanhã, às 8h30, no Conjunto Desportivo Baby Barioni. O único nadador negro a ganhar uma medalha de ouro olímpica, Anthony Nesty, do Suriname, é convidado especial. Nesty venceu os 100 m, borboleta, na Olimpíada de Seul, em 1988, e ganhou a medalha de bronze, nos Jogos de Barcelona, em 1992. Também estará em São Paulo, o baiano Edvaldo Valério, da equipe que ficou com a medalha de bronze no revezamento 4 x 100 m, livre, nos Jogos de Sydney, em 2000. "Acho que a pequena prevalência de negros deve-se a fatores sociais e econômicos", observa Turíbio.

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