Ale Cabral/CPB.
Ale Cabral/CPB.

Brasil garante pódio triplo nos 100m do Mundial com Petrúcio, Washington e Yohansson

Trio correu abaixo dos 10s69 e garantiu vaga para os Jogos de Tóquio; Brasil está em segundo lugar no ranking de medalhas

João Prata, enviado a Dubai, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2019 | 15h02

O Brasil conquistou um pódio triplo nesta terça-feira no Mundial de Atletismo Paralímpico de Dubai. Depois de bater o recorde mundial nas eliminatórias, Petrúcio Ferreira garantiu a o ouro nos 100m da classe T-47 (amputados membros superiores) e teve como companhia nas medalhas o estreante Washington Junior e o veterano Yohansson Nascimento. 

Petrúcio completou a prova em 10s44, dois centésimos a mais do tempo que havia anotado mais cedo e se tornado o atleta mais rápido entre todas as classes em competições paralímpicas. Foi o quarto ouro do paraibano em mundiais. Washington chegou logo atrás com 10s58 e faturou sua primeira medalha na competição. Yohansson completou a festa com o tempo de 10s69 e alcançou sua 11ª medalha em mundiais. Os três garantiram vaga nos Jogos de Tóquio-2020 por índice técnico.

"Minha largada os primeiros 30 metros demoro para desenvolver. Fiz uma corrida de recuperação na verdade. O Washington me deu trabalho, ele veio na minha frente na verdade. Quando cruzei a linha vi ele em segundo e depois o Yo aí foi só pular e gritar: É Brasil, é tudo nosso", comemorou Petrúcio.

Washington contou a experiência no primeiro Mundial. "É uma honra. Meu primeiro campeonato e estar entre os três. Não tenho palavras. Na hora do tiro saí muito bem. Nos primeiros metros senti que estava na frente. Nem me liguei nos tempos. Quando vi que era só Brasil fiquei muito contente."

Yohansson destacou que a etapa em Dubai registrou o pódio mais rápido da história. "Foram os 100 metros mais fortes nessa competição. Estou sem palavras em fazer a melhor marca da minha vida aos 32 anos, minha 11ª medalha. Foi um sucesso essa prova", comemorou.

NOVE MEDALHAS

O Brasil teve um excelente dia e conquistou nove pódios no total. Com isso, subiu para o segundo lugar no ranking de medalhas e superou o desempenho em Londres-2017, quando terminou com 21 conquistas. O País tem 25 medalhas no total em Dubai, com nove ouros, seis pratas e dez bronzes. A China lidera com 41 (17 ouros, 17 pratas e 7 bronzes). Faltam três dias para o término da competição.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.