Brasil garante 2ª medalha no badminton e pode ter mais 3 à noite

Sem disputa do 3º lugar, perdedores das semis ficam com bronze

Estadão Conteúdo

13 de julho de 2015 | 14h33

O Brasil já tem garantidas duas medalhas no badminton dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, igualando, assim, o total de conquistas da toda a história da competição. Nesta segunda-feira, os brasileiros venceram dois e perderam outros dois dos sete duelos de quartas de final que farão ao longo do dia e asseguraram duas idas ao pódio, pelo menos com bronze.

Isso porque, no badminton, diferentemente do tênis, por exemplo, não existe a disputa da medalha de bronze. Os dois derrotados na semifinal terminam oficialmente no terceiro lugar. Assim, mesmo que percam o próximo jogo, os brasileiros irão ao pódio.

Se a primeira garantida de medalha veio com Daniel Paiola/Hugo Arthuso, nas duplas masculinas, a segunda foi assegurada pelas irmãs Vicente. Comparadas às irmãs Williams, do tênis, Luana e Lohaynny Vicente venceram Polanco Muñoz/Saturria, da República Dominicana, por 2 sets a 0 (21/8 e 21/10) para se classificaram para a semifinal.

Como cabeças de chave, as irmãs Vicente estrearam direto nas quartas de final da chave de duplas e vão enfrentar, na semifinal, o vencedor do duelo entre Canadá e Peru. Lohaynny ainda pode ganhar mais duas medalhas nesta segunda-feira, uma vez que segue viva nas chaves individual (enfrenta a favorita canadense Michelle Li, 15ª do mundo) e em duplas mistas (com Alex Tjong, joga contra um time da Jamaica, entrando com favoritismo).

A meta da comissão técnica é que o Brasil ganhe medalhas em todas as categorias do badminton. O sonho segue vivo porque as duas eliminações do dia até aqui são em chaves em que o Brasil terá uma segunda chance. Fabiana Silva perdeu de Rachel Honderich, do Canadá, mais cedo, mas Lohaynny ainda está na disputa pela medalha entre as mulheres.

Já no masculino o jovem Ygor Oliveira, de apenas 18 anos, grande revelação da modalidade, levou 2 sets a 0 (21/18 e 21/15) do guatemalteco Kevin Gordon, terceiro cabeça de chave e um dos nomes fortes da modalidade no continente, junto com canadenses, norte-americanos e um cubano. Daniel Paiola também entra nesta lista e briga pela medalha contra Howard Shu, dos Estados Unidos.

Em Guadalajara, há quatro anos, o Brasil ganhou apenas um bronze, com Daniel Paiola. O País nunca disputou os Jogos Olímpicos na modalidade, mas em 2016 terá direito a um convite na chave masculina de simples e outro na feminina. Hoje, não precisaria do convite, porque Paiola e Fabiana estão na zona de classificação do ranking mundial. Nas duplas, vai ao Rio o melhor time do continente em cada disputa.

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