Brasil joga para fechar o ano em alta

Seleção, que segundo o técnico Mano Menezes merece nota 'sete ou oito', enfrenta a perigosa Colômbia hoje à noite em Nova Jersey

GUSTAVO CHACRA , ENVIADO ESPECIAL / NOVA JERSEY , O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2012 | 02h03

Pouco mais de dois anos depois de sua primeira partida como técnico do Brasil, Mano Menezes comandará hoje a seleção diante da Colômbia no palco da melhor apresentação da equipe sob seu comando, o Estádio MetLife, em Nova Jersey. Foi em agosto de 2010, na vitória por 2 a 0 sobre os Estados Unidos.

Era a estreia de Mano, e dos 11 titulares naquele dia apenas cinco estarão em campo hoje: Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva, Ramires e Neymar. "Acho normal ficarmos com este percentual de jogadores remanescentes. Alguns se confirmaram e outros, não", disse ontem o treinador.

Mano vai continuar apostando na montagem do time sem um atacante de área. No treino tático de ontem, realizado na Red Bull Arena, ele optou por escalar o meia Thiago Neves na vaga de Hulk, que está contundido. Lucas permanece como reserva.

Na lateral esquerda, Leandro Castán volta a ser improvisado, como no amistoso contra o Japão. Isso apesar de o corintiano Fábio Santos estar no grupo.

Na avaliação do treinador, a seleção atingiu o nível sete ou oito numa escala de zero a dez. Ele acredita que fará o time crescer e chegar muito forte tanto na Copa das Confederações, no meio do ano que vem, como no Mundial de 2014. Mas para subir degraus sua equipe precisa começar a conseguir bons resultados contra seleções de alto nível.

Jogando com a formação principal (na derrota para a Argentina em Nova Jersey em junho estava em campo a equipe olímpica), o Brasil perdeu para França, Alemanha e Argentina e empatou em casa com a Holanda.

A Colômbia não está no primeiro escalão do futebol, mas vive boa fase (mais informações na pág. E2) e é apontada por Mano como um dos adversários mais duros de seus 28 meses no cargo.

"Com certeza a Colômbia vai exigir muito da gente. É um time competitivo e com um padrão sul-americano." O treinador elogiou o atacante Falcao García e disse que ele merecerá um "cuidado especial".

O Brasil vem de seis vitórias depois da Olimpíada, mas alguns dos adversários eram muito fracos - como Iraque (jogo que marcou a volta de Kaká à seleção), China e África do Sul.

O jogo desta noite será o milésimo da história da seleção, mas não está despertando muito interesse nos Estados Unidos. Na tarde de ontem, ainda havia muitos ingressos à venda.

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