Brasil mergulha pelo 1.º ouro

A partir de hoje, na Itália, os esportes aquáticos brasileiros buscam um lugar na história com a medalha inédita

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

17 de julho de 2009 | 00h00

Começa hoje, em Roma, um Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos onde o Brasil pode fazer história. O desafio do País será conquistar a primeira medalha de ouro - até hoje foram apenas uma de prata e três de bronze. As principais esperanças nacionais estarão depositadas no campeão olímpico dos 50 metros livre, César Cielo, no atual recordista mundial dos 50 metros peito, Felipe França, e em Poliana Okimoto nas maratonas aquáticas.O evento terá representantes de 183 países, 2.900 atletas que disputarão 462 medalhas. A delegação do Brasil contará com 76 atletas e representantes em todas as modalidades (natação, nado sincronizado, saltos ornamentais, polo aquático e maratonas aquáticas) e a primeira equipe a competir será a do nado sincronizado, que disputa as eliminatórias de equipe técnica, amanhã, às 6 horas de Brasília, no Foro Itálico, local que também terá as provas de natação, polo aquático e saltos ornamentais. A arena esportiva foi especialmente preparada para o evento, apesar dos muitos problemas enfrentados pelos organizadores. Polêmicas e disputas judiciais fizeram parte do desafio para terminar as obras a tempo. "É preciso saber com quem está se metendo. Isto é Itália", declarou o diretor executivo da Federação Internacional de Natação (FINA). "Mas, no fim, tudo dá certo." As únicas competições fora de Roma serão as das maratonas aquáticas, que terão sede em Ostia, cidade próxima da capital italiana. Além de Poliana e de Ana Marcela Cunha, outro destaque brasileiro da modalidade será Luiz Lima, que deverá encerrar a carreira no mesmo lugar onde começou a competir internacionalmente.Assim como ocorreu na Olimpíada de Pequim, a maior atração do Mundial deverá ser o norte-americano Michael Phelps. Desta vez, porém, o nadador não deve se submeter a uma maratona de eventos como na China, onde conquistou oito medalhas de ouro. Está trocando as provas de média distância no estilo medley, sua especialidade, por outras mais rápidas nos estilos livre e borboleta, desafiando sua versatilidade.O astro deve dividir as atenções não com algum grande rival, mas com as roupas de natação feitas com tecidos desenvolvidos em laboratório.Cada vez mais sofisticadas, elas estão se tornando ferramentas fundamentais para que os atletas cheguem à vitória. Se nos Jogos de Pequim a Speedo reinou soberana com seu LZR Racer, em Roma a guerra entre as fornecedoras de material esportivo está instalada com as concorrentes Arena, Adidas e Jaked. Há grande expectativa por novas quebras de recordes mundiais.A competição terá alguns desfalques importantes, como o japonês Kosuke Kitajima, campeão olímpico dos 100 e 200 metros peito, que pediu um tempo de descanso. Outro ausente será o australiano Eamon Sullivan, atual recordista mundial dos 100 metros livre, que está com uma virose.O norte-americano Jason Lesak, medalha de bronze nos 100 metros livre empatado com César Cielo, decidiu trocar o Mundial pela Macabíada, as olimpíadas da comunidade judaica. Outras modalidades, porém, devem contar com suas estrelas, como a chinesa Guo Jingjing e o russo Dmitry Sautin nos saltos ornamentais.As competições começam hoje com as eliminatórias e finais do trampolim de 1 metro para homens, seguidas das disputas na plataforma de 10 metros para mulheres, que terão a disputa de medalhas amanhã.CALENDÁRIO DE DISPUTAS Nado sincronizado18 a 25 de julho Saltos Ornamentais17 a 25 de julho Maratonas aquáticas 19 a 25 de julho Pólo Aquático19 de julho a 1.º e 2 de agosto Natação: 26 de julho a 2 de agosto

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