Brasil não dá sorte e pega EUA fora de casa

Organizadores da competição fizeram ontem o sorteio dos confrontos do Grupo Mundial de 2013

VALÉRIA ZUKERAN, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2012 | 03h09

Ao contrário do que a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e todos os atletas do País queriam, a volta do Brasil ao Grupo Mundial da Copa Davis será fora de casa. Ontem foi realizado o sorteio dos confrontos de 2013 pelos organizadores do evento e o time nacional vai jogar contra os Estados Unidos, entre os dias 1.º e 3 de fevereiro, em local e piso ainda não definidos.

O jogo será em solo norte-americano porque no último confronto contra o Brasil, em 1997, a equipe do país jogou em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Na ocasião, mesmo enfrentando Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni, o grupo comandado por Jim Courier e MaliVai Washington venceu por 4 a 1.

A versão 2013 deverá ter como protagonistas Thomaz Bellucci, pelo Brasil, e John Isner, pelos Estados Unidos. Este ano, os norte-americanos chegaram às semifinais da Davis, mas foram eliminados pela Espanha. Já o Brasil venceu a Rússia no playoff e quebrou um tabu de nove anos sem participações no Grupo Mundial.

O capitão do Brasil, João Zwetsch, classifica o adversário como uma "equipe dura, pedreira", mas o fato mais lamentado foi de não ter o poder de escolha da quadra e do local das partidas. "Já havia dito antes do sorteio que preferiria poder jogar em casa. Na Davis é interessante você atuar em seu próprio país, sob suas condições."

Zwetsch, aposta que os norte-americanos farão opção pela quadra rápida, talvez com alguma surpresa. "Há lugares nos Estados Unidos nos quais essas "hard courts" não são tão rápidas. Basta você ver como são os jogos em Miami. Acredito que os EUA possam surpreender a todos colocando o confronto em quadra indoor." A dúvida está entre a opção por um lugar mais frio (fevereiro é inverno nos EUA), como Nova York, ou mais quente, como Miami.

O capitão brasileiro vê algumas semelhanças entre seu time e o dos Estados Unidos. "Eles têm um número 1 incontestável - Isner -, a melhor dupla do mundo - os irmãos Bryan - e o número 2 na simples que varia de acordo com a necessidade. É bem parecido com o que acontece com o Brasil", ressalta. "Temos o Thomaz (Bellucci) consolidado, uma dupla forte com Bruno (Soares) e Marcelo (Melo), mas também as condições de variar o número 2 de acordo com o adversário, quadra e tudo mais", analisa Zwetsch, que já começa a avaliar candidatos para a segunda vaga nas partidas de simples.

"Demos azar, não foi o sorteio que a gente esperava, mas temos que acreditar e surpreendê-los", afirma Bellucci, que classifica os adversários como favoritos. "O (John) Isner e os irmãos Bryan estão passando por um bom momento, mas nossa equipe está coesa, unida e isso, em Copa Davis, pode fazer a diferença.".

Sorte. Se o Brasil não comemorou o resultado do sorteio da Davis, outros países tiveram mais a lamentar, como o Canadá. "Espanha é uma equipe difícil, mas quando se está em um grupo de elite de 16 países, todo adversário é complicado", diz o capitão canadense, Martin Laurendeau. A favor do time, no entanto, estará o fato de jogar em casa.

O capitão espanhol, Alex Correja, embora mais preocupado com a final contra a República Checa, também não comemorou. "(Jogar no Canadá) Significa outra viagem longa e todos os efeitos do fuso horário."

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