Brasil não terá atleta no ciclismo de pista em Londres, mas projeto com técnico Simon Jones mira Rio 2016

Sem representante na Inglaterra, País sonha com a olimpíada no Rio de Janeiro

Paulo Favero, estadão.com.br

23 de junho de 2012 | 07h11

SÃO PAULO - De todas as modalidades do ciclismo, o Brasil não conseguiu ter representante justamente na mais nobre: a pista. Consequentemente, a meta nacional se volta para os Jogos de 2016, no Rio. Para alcançá-la, alguns profissionais da Europa vão ajudar a formar uma equipe de alto nível, pois o país anfitrião terá representantes garantidos na disputa.

Um dos especialistas que já começaram um trabalho para colher frutos no futuro é o britânico Simon Jones, convidado pelo Movimento LiveWright e que foi responsável por levar ciclistas de seu país à elite mundial nos Jogos Olímpicos de Sydney e Atenas, em 2000 e 2004, respectivamente. Sob seu comando, foram conquistadas 12 medalhas. Depois, iniciou um trabalho de bom resultado na Austrália – e isso impede por enquanto sua dedicação total ao Brasil.

Por trás desse ambicioso projeto estão empresas como Caloi, Shimano e Vale, que só neste ano colocarão R$ 3 milhões para o aperfeiçoamento de uma equipe de 15 atletas, que foram selecionados a partir dos resultados obtidos em competições e também pela condição técnica que podem mostrar até 2016.

"Estamos envolvidos em diversos projetos que visam estimular o crescimento do ciclismo como esporte no Brasil e o patrocínio para a Equipe Caloi de Ciclismo de Pista tem esse objetivo, que ajuda o Brasil a conquistar uma medalha olímpica em 2016", afirma Eduardo Musa, presidente da empresa.

Para ele, o Brasil tem possibilidade de se tornar uma potência no esporte em alguns anos e conta com um bom material humano para isso. "O país precisava de projetos audaciosos. Tenho certeza de que o ciclismo pode se tornar um esporte mais popular no Brasil, como é na Europa e Estados Unidos", argumenta.

Dos 15 atletas da equipe, quatro têm idades entre 15 e 19 anos: Nicolas Sampaio, Urivelton Fonosi, Juan Picolle e Vitor Demian. Além deles, fazem parte também Leandro de Larmelina, Davi Romeo, Kácio Fonseca, Alvimanio de Chagas, Raul Malaguty, Maique Lourenço, Raphael Silva, Leandro da Silva, Roberson de Melo Junior, Camila Coelho e Hiryah Salvador.

Luiz Fernando Barreto, diretor-técnico da modalidade no Movimento LiveWright, aposta no sucesso do projeto. "O objetivo é desenvolver atletas e deixar um legado. Para isso, vamos trazer técnicos para ajudar os treinadores do Brasil. O Simon Jones está no projeto e estamos trazendo também o alemão Bill Huck, técnico da seleção espanhola de ciclismo de pista."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.