Brasil Open trocará saibro por piso rápido

Mudança de superfície serviria para atrair mais tenistas de alto nível à competição

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - O Brasil Open faz parte da série sul-americana do saibro, que inclui também os torneios de Santiago, Buenos Aires e Acapulco. Normalmente, não é uma temporada muito atraente para os top 10 porque eles já estão de olho nos primeiros Masters Series da temporada, disputados em quadras rápidas a partir de março. Mas agora há a forte possibilidade de os torneios latinos mudarem de superfície para a próxima temporada.

As organizações de Buenos Aires e Santiago praticamente já definiram a mudança para o piso que domina o tênis mundial atualmente - 55% das competições ocorrem sobre quadras duras e 9% na grama. Acapulco e o Brasil Open acabariam sendo obrigados a seguir a tendência, como confirma Luiz Procopio Carvalho, gerente de esportes da Koch Tavares, que detém a licença de organizar a disputa do ATP brasileiro.

"Há possibilidade real de essa gira sul-americana passar para as quadras rápidas em 2012 ou 2013", confirma Carvalho. "Faz todo o sentido jogar na quadra dura para deixar esses torneios preparatórios para Indian Wells e Miami. Estamos em constante contato com as organizações das outras competições e a ATP. Vai ser uma decisão conjunta."

A mudança prejudicaria o principal jogador do País. Thomaz Bellucci afirmou várias vezes que prefere o saibro e ainda está em fase de aprendizado nas quadras duras. Mas poderia tornar o torneio mais atraente para as principais estrelas do circuito mundial. O sonho de contar com um jogador do porte de Rafael Nadal ou Roger Federer, que o Brasil Open vê frustrado ano após ano, ficaria mais próximo.

"Todo ano a gente trabalha para trazer os melhores. Existe pressão de público, patrocinadores e da mídia", comenta Procopio.

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