Brasil: ouro até o fim

Vitória no futebol de cinco encerrou ótima participação do País nos Jogos

O Estadao de S.Paulo

18 de setembro de 2008 | 00h00

A medalha de ouro no futebol de 5 fechou em grande estilo a bem-sucedida participação brasileira na Paraolimpíada de Pequim, que terminou ontem. O país ficou na nona posição no quadro geral de medalhas, a melhor da história, com 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes. Foram 14 medalhas e dois ouros a mais do que em Atenas, até então a participação brasileira mais destacada no evento. A China ficou em primeiro lugar, com 211 medalhas, sendo 89 de ouro. Veja mais imagens do eventoO última conquista do Brasil teve altas doses de emoção. Na final contra a China, os anfitriões abriram o placar com Yafeng Wang aos 24 minutos. Ricardinho empatou a partida no primeiro minuto da etapa complementar e somente no último minuto de jogo, 50, o Brasil escapou da prorrogação e garantiu o lugar mais alto no pódio, com um gol de tiro livre direto de Marcos Felipe. Na disputa do bronze, a Argentina levou a melhor sobre a Espanha depois do empate por 1 a 1 no tempo normal. Os argentinos marcaram um gol a mais na disputa de pênaltis que garantiu o terceiro lugar.Na manhã do último dia, Tito Sena conquistou uma medalha na maratona, categoria T46. O ouro foi do mexicano Mario Santillán.Com nove medalhas - quatro de ouro, quatro de prata e uma de bronze - o brasileiro Daniel Dias foi o atleta que mais vezes subiu ao pódio em Pequim. Em número de ouros, acabou superado apenas por três atletas: o nadador australiano Matthew Cowdrey (cinco ouros e três pratas), a nadadora sul-africana Natalie du Toit (cinco ouros) e a canadense Chantal Petitclerc (cinco ouros). A delegação brasileira estará de volta amanhã.Assim como aconteceu na Olimpíada, a cerimônia de encerramento dos Jogos Paraolímpicos, considerados pelo presidente do Comitê Paraolímpico Internacional, Philip Craven, como os melhores da história, também foi marcada por um belo show no Estádio Ninho de Pássaros, com a direção de Zhang Yimou, participação de 2 mil bailarinos que encantaram os 4 mil atletas e o público de 91 mil pessoas nas arquibancadas. A festa teve chuva de pétalas de flores e fogos de artifício. O presidente dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, Liu Qi, disse que o maior legado do evento foi o fato de fazer com que a China repense seu tratamento aos deficientes, discriminados e carentes de instalações adaptadas às suas necessidades no país.Para a próxima edição dos Jogos, em Londres, vão ocorrer algumas mudanças. O Comitê Paraolímpico Internacional anunciou a inclusão de atletas com deficiência intelectual. Grupos de estudo já estão trabalhando na organização das competições, mas não há definição quanto à possibilidade de aumento do número de atletas no evento. A decisão deve ser ratificada na próxima assembléia da entidade, marcada para o mês de novembro do ano que vem.

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