Geoff Burke/USA Today Sports
Geoff Burke/USA Today Sports

Brasil bate Venezuela e chega à 2ª vitória no basquete masculino

Equipe conta com apoio das arquibancadas para superar rivais

MARCIO DOLZAN, enviado especial a Toronto, O Estado de S. Paulo

22 de julho de 2015 | 16h33

Contando com o apoio de uma jovem e entusiasmada torcida, a seleção brasileira masculina de basquete praticamente selou sua classificação à semifinal dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Nesta quarta-feira, o time venceu a Venezuela por 79 a 64 e chegou à segunda vitória em duas partidas. Na quinta, às 22h (horário de Brasília), o Brasil encara os Estados Unidos buscando confirmar a vaga e a liderança do grupo.

Por ter vencido os dois jogos, a única chance de o Brasil ficar fora da semifinal passa por uma improvável vitória de Porto Rico sobre os EUA no último jogo desta quarta, somada a uma derrota brasileira diante dos americanos na quinta. Aí, a decisão das duas vagas seria definida pela contagem de pontos de Brasil, EUA e Porto Rico. Mas mesmo neste critério o Brasil tem boa vantagem, já que venceu por uma diferença de 33 pontos na estreia.

No jogo desta quarta, apesar de o ginásio não contar com grande presença de público, o time brasileiro teve a torcida entusiasmada de um grupo de 45 adolescentes de São Paulo. Alunos do Colégio Santa Cruz, do Alto de Pinheiros, eles estão fazendo um curso de férias no Canadá e foram assistir à partida. Empurraram o time com o tradicional cântico "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" e fizeram apupos nos ataques venezuelanos. "É a primeira vez que assisto do ginásio a um jogo de basquete e estou bem animado", declarou João Gabriel Sacco, aluno do nono ano.

Dentro de quadra, como os próprios jogadores já esperavam, a partida não teve a mesma facilidade que a da estreia, quando o Brasil massacrou Porto Rico no primeiro quarto de jogo. Apesar de começar abrindo 9 a 2, o time de Magnano teve de encarar uma marcação cerrada e um ataque eficiente dos venezuelanos Gregory Vargas e John Cox. Apesar disso, conseguiu controlar a partida e encerrou o primeiro quarto vencendo por 22 a 9.

No segundo quarto, o Brasil atuou mais ajustado. Com bom trabalho de Olivinha embaixo do aro e armação de jogadas de Larry Taylor e Benite, o time voltou a trabalhar bem as jogadas e conseguiu até mesmo a ampliar a vantagem para a volta do intervalo, fechando o quarto em 37 a 23.

Na metade final de partida, com uma vantagem razoável no marcador, a seleção tratou de administrar o jogo. Deu certo no terceiro quarto, quando fechou vencendo por onze pontos, mas não deu muito na última parte do jogo.

Isso porque o time venezuelano acelerou o jogo no último quarto e, aproveitando a lentidão na saída de jogo do Brasil, foi diminuindo a diferença. Faltando cinco minutos para zerar o cronômetro, a Venezuela baixou a desvantagem para apenas sete pontos. Magnano pediu tempo. No retorno, o Brasil retomou o controle da partida e confirmou a vitória.

Vitor Benite foi o principal nome do Brasil no jogo, com 14 pontos e quatro rebotes. O pivô Augusto Lima, um dos melhores da temporada europeia, também se saiu muito bem mais uma vez, com nove pontos e oito rebotes. Magnano rodou bem o grupo e nove jogadores atuaram por pelo menos 14 minutos.

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