Brasil perde da Rússia no basquete

Foram dez pontos atrás da Rússia, 77 a 67, e ainda no lucro, depois de um primeiro tempo de basquete assustador das brasileiras, de muita dificuldade para encontrar seu jogo e ainda errando finalizações muito além do suportável, para a parcial de 46 a 28. Assim, a equipe do técnico Antônio Carlos Barbosa se rendeu ao jogo das adversárias, que também se mostraram melhor do que nos dois primeiros jogos em Helliniko. Foi apenas na segunda etapa que as brasileiras entraram em quadra com uma nova atitude, nas palavras de Helen, armadora/lateral, chegando a encostar em cinco pontos pela melhor marcação, alguns contra-ataque e - finalmente - mais acertos do ataque. Mas não houve tempo para a equipe se firmar e virar o marcador. Nesta sexta-feira, a partida em Helliniko é contra a Nigéria (às 16h15 de Brasília), que tem duas jogadoras na NBA, mas seis no basquete universitário dos Estados Unidos, e técnico norte-americano: Samuel Vincent.Passando, as brasileiras teriam de ganhar de 15 pontos o jogo seguinte, contra a Austrália, para terminar a fase de classificação em primeiro lugar no grupo. Não seria melhor terminar em terceiro lugar do que segundo, com perigo de cruzar com os Estados Unidos na semifinal? O técnico Barbosa responde: "O melhor é terminar em primeiro. Ninguém aqui está na Olimpíada para perder, não temos essa forma de avaliação. Só vim para cá com um pensamento: não podíamos ficar em quarto. Dos outros lugares, realmente o segundo teria essa desvantagem, mas vamos fazer o possível para terminar em primeiro."Técnico e jogadoras destacaram que a Rússia jogou acima do que vinha apresentando, de acordo com as próprias estatísticas de rebotes e finalizações, bem ao contrário do Brasil. "Elas fecharam bem as pivôs no primeiro tempo, abrindo o nosso jogo para os arremessos de fora, que no entanto não estavam caindo. No segundo, as russas jogaram o seu normal, como observou Barbosa, enquanto as brasileiras se redimiam, conseguindo se ajustar para marcação e ataque." Helen, ela mesma com aproveitamento abaixo de seu normal nos arremessos, foi mais incisiva:"No primeiro tempo, parecia que a gente estava na cama. Não estava ligada, não estava acordada. No segundo tomamos outra atitude." Também de Helen foi a melhor definição do que é tentar bater para dentro no garrafão russo - a número 11, por exemplo, Maria Stepanova, tem 2,14 m: "Vêm aquelas duas para dar toco, que parece bloqueio de vôlei. Um paredão."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.