Gaspar Nobrega/Inovafoto/Bradesco
Gaspar Nobrega/Inovafoto/Bradesco

Brasil perde de Cuba e fica sem medalha no basquete feminino

Seleção reage no fim, mas leva 66 a 62 e fica em 4º no Pan

MARCIO DOLZAN, enviado especial a Toronto, O Estado de S. Paulo

20 de julho de 2015 | 19h13

A seleção brasileira feminina de basquete voltou a perder e ficou sem medalha nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. No fim da tarde desta segunda-feira, o time do técnico Luiz Zanon levou 66 a 62 de Cuba na disputa pelo bronze. Assim, o Brasil encerrou sua participação na competição com três derrotas em cinco jogos.

Desde que Paula e Hortência surgiram para o basquete, esta é só a segunda vez que o Brasil fica fora do pódio do Pan. A outra ocasião havia sido em 1999, exatamente na primeira edição do evento depois da aposentadoria da Magic e da Rainha do Basquete.

Bem diferente da semifinal, quando foi dominado do início ao fim pelo Canadá, o Brasil fez uma partida franca diante das cubanas. Melhorou a marcação em relação a domingo e foi mais objetivo no ataque. No primeiro quarto, o time saiu atrás no placar e ficou em desvantagem até o último minuto, quando finalmente virou em 16 a 14.

A seleção, porém, deu uma decaída no segundo quarto da partida. Voltou a cometer erros de marcação e cedeu muito espaço para Clenia Noblet, ala-pivô de pouca movimentação, mas muito precisa nos arremessos. Ao mesmo tempo, o Brasil voltou a cadenciar demais o jogo e a insistir na troca de passes no entorno do garrafão. O resultado disso foi a virada cubana, que chegou à metade do jogo vencendo por 37 a 32.

O terceiro quarto de jogo também começou ruim para o Brasil. Nervoso, o time errava passes e arremessos fáceis. Mas aos poucos a equipe foi se reencontrando, graças sobretudo à armação de Tássia e Tainá Paixão. Assim, a seleção fechou perdendo por apenas um ponto (49 a 48) e deixou a disputa da medalha em aberto.

No último e decisivo quarto, a partida voltou a ser franca. Com Tainá, Tássia e Isabela Ramona abrindo espaços, e Kelly Santos e Karina Jacob dificultando a marcação das adversárias, o time brasileiro seguiu vivo. Mas, ao mesmo tempo em que buscava a penetração no ataque, cedia generosos espaços para o contragolpe cubano, que foi ampliando a vantagem. No último minuto, o Brasil ainda conseguiu diminuir uma vantagem de seis pontos, mas insuficiente para evitar a derrota.

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