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Brasil perde o Masters de Judô, mas CBJ nega crise financeira

Entidade diz que o foco da seleção é ter força máxima no Pan

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Estadão Conteúdo

22 de maio de 2015 | 18h21

A elite do judô compete neste fim de semana em Rabat, no Marrocos, mas o Brasil não está lá. O Masters, que reúne os 16 melhores do mundo em cada categoria, começa neste sábado com a participação de nomes como o francês Teddy Riner, a cubana Idalys Ortiz e a norte-americana Kayla Harrison, mas desfalcado dos 15 brasileiros que teriam direito a participar da competição.

A Confederação Brasileira de Judô garante que a decisão de não ir ao Masters já estava tomada desde o ano passado e não tem relação com a crise financeira, que fez a BRF não renovar o patrocínio master da Sadia à entidade. De acordo com a CBJ, a não inscrição no evento marroquino foi uma opção da comissão técnica.

"Os pontos do Masters não seriam computados na totalidade já que rivalizam com os do Campeonato Pan-americano. Como o planejamento é ir com força máxima para os Jogos Pan-Americanos, seria extremamente desgastante para os atletas ir a todas as competições. Com um calendário tão extenso, é obrigação da CBJ escolher a quais eventos vai", argumentou a entidade, via assessoria de imprensa.

O Masters é o segundo principal evento do calendário, distribuindo 700 pontos ao campeão - menos, apenas, que o Mundial (900) e a Olimpíada (1.000). A pontuação do Masters, entretanto, só é computada pelo atleta se ela for maior do que a obtida no campeonato continental.

No Campeonato Pan-Americano, mês passado, o Brasil ganhou nove medalhas de ouro (400 pontos), sete de prata (240) e uma de bronze (160). Como praticamente todos os brasileiros que teriam direito a ir ao Masters ganharam medalha em Edmonton (Canadá), só interessaria a eles repetir o resultado ou subir um degrau no pódio em Rabat, evento de altíssimo nível.

A CBJ preferiu levar a equipe feminina para treinar por 10 dias no Japão, de onde elas retornam nesta sexta-feira. "Um treinamento de duas semanas com a seleção japonesa ou com atletas de alto nível numa estrutura como o Centro Nacional de Treinamento Ajinomoto traz, muitas vezes, mais retorno técnico do que a simples participação em um torneio", argumenta a entidade, que garante que tomou a decisão em conjunto com os principais atletas.

CRISE

Questionada, a CBJ negou que a não participação do Brasil no Masters tenha a ver com questões orçamentárias, mas confirmou que a BRF não renovou seu contrato de patrocínio master. "A preparação da seleção olímpica e o trabalho de desenvolvimento do judô no país não serão afetados pelo fim deste contrato. A CBJ conta com Bradesco, Petrobrás, Infraero, Mizuno e Scania apoiando suas atividades, além do Comitê Olímpico do Brasil (CBO) e do Governo Federal, através do Ministério do Esporte."

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