Satiro Sodré/SS Press
Satiro Sodré/SS Press

Brasil perde para EUA no polo aquático e busca 9º lugar no Mundial

Seleção encara África do Sul na próxima terça, às 7h30 (de Brasília)

Estadão Conteúdo

02 Agosto 2015 | 17h01

A seleção brasileira de polo aquático voltou a encontrar problemas no ataque e foi derrotada por 7 a 3 (0:2, 1:1, 1:1,1:3) pelos Estados Unidos, neste domingo, ficando de fora da briga por medalha no Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, na Rússia. Os gols brasileiros foram anotados por Bernardo Gomes, Gustavo Guimarães e Felipe Perrone. Com o resultado, o Brasil já entra na piscina na próxima terça-feira, a partir das 7h30 (de Brasília) contra a África do Sul, na disputa do 9º ao 12º lugar.

O Brasil começou empolgado na partida, com uma defesa forte, que bloqueava seguidamente o ataque adversário. O setor ofensivo, no entanto, encontrava dificuldade para finalizar e desperdiçava as jogadas em vantagem numérica. Os norte-americanos aproveitaram alguns descuidos e terminaram o período em vantagem de 0-2. Apesar da reação no início do segundo período, com belo gol de Bernardo Gomes, a seleção brasileira não soube aproveitar a pressão, errando as oportunidades clara. E os Estados Unidos aproveitaram para ampliar para 1-3.

O ritmo se repetiu no terceiro período. Gustavo Guimarães descontou, e, em seguida, saiu o quarto gol do rival. Nos últimos oito minutos, o Brasil criou diversas situações de gol, esbarrando no bom posicionamento do goleiro Moses. Em contra-ataques, os norte-americanos fizeram dois gols com Mann. Felipe Perrone fez o terceiro do Brasil, porém o próprio Mann deu números finais ao jogo: 3-7.

O técnico da equipe brasileira, Ratko Rudic, considerou que a sequência de viagens e competições (Liga Mundial, Pan-Americano e Mundial) complicou o desempenho no Mundial de Kazan. "Nós temos uma ótima preparação física. Que ficou demonstrada na Superfinal da Liga Mundial. Mas foram muitos jogos seguidos e, por exemplo, no Pan-Americano, não tivemos uma boa estrutura para treinamento, além da competição ter sido muito longa", explicou Rudic.

"Isto acabou tirando um pouco da nossa força para Kazan. E, por isso, não finalizamos com a competência de costume. Mas o nosso time está em crescimento e ainda tem muito trabalho até os Jogos Olímpicos de 2016", completou.

O atacante Guilherme Gomes concordou com o treinador e revela motivação para conquistar uma boa colocação entre os eliminados da fase decisiva. "O ataque não foi produtivo. Eu acho que as bolas não foram chutadas no melhor momento. Foi um resultado que não esperávamos. Viemos aqui para terminar entre os oito primeiros. Mas vamos entrar com tudo para vencer os dois últimos jogos aqui", concluiu o atleta.

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