Brasil pode disputar a Volvo Ocean Race

Pela primeira vez na história da Volvo Ocean Race, o Brasil poderá ter uma equipe participando da competição. Uma pré-inscrição já foi feita, mas a confirmação ainda depende de uma série de fatores. O principal é o orçamento. São necessários US$ 15 milhões para garantir a disputa de toda a prova, que tem duração prevista de oito meses. "Esperamos que o Brasil tenha uma equipe na disputa. Seus velejadores são conhecidos mundialmente", afirmou o executivo principal da Volvo Ocean Race, Glenn Bourke, em visita ao Rio. Para concretizar o desejo de participar da competição, os organizadores brasileiros contam com a ajuda de empresas privadas e do governo federal. Mas além do dinheiro disponibilizado para manter a equipe, também serão necessárias obras na Marina da Glória para poder receber os barcos, além de atender a determinadas exigências dos atletas como, por exemplo, um refeitório próprio. "Tenho plena certeza de que tudo estará pronto na data da competição", afirmou o secretário de Turismo da prefeitura do Rio, Rubem Medina. Caso seja confirmada a inscrição, o campeão olímpico Torben Grael será o capitão da equipe brasileira e o responsável por escolher os demais oito componentes. Dentre eles, estariam alguns estrangeiros porque, segundo o velejador, o Brasil não tem atletas com a experiência adequada em provas de longa duração no oceano. "Tenho alguns nomes em mente. Mas vai depender da disposição de cada um em querer participar, bem como da disponibilidade de tempo", disse Torben Grael, que esteve presente na Volvo Ocean Race em 1998 numa equipe norueguesa. Ele citou seu irmão Lars Grael, Kiko Pelicano e André Fonseca como selecionáveis. Nesta terça-feira, na Marina da Glória, foi assinado o contrato que garante o Rio como uma das sedes da edição 2005-2006 da Volvo Ocean Race. Esta será a segunda vez que a cidade receberá os barcos dos mais diversos países. A primeira vez foi em 2002. "Este é um evento de repercussão internacional que vai colaborar positivamente na imagem do Rio", disse Medina. Glenn Bourke revelou que essa edição da Volvo Ocean Race terá algumas mudanças. A principal será a disputa de regatas internas em cada porto de parada da competição. "E cada uma delas valerá pontos para a soma total. Será um desafio diferente para os velejadores porque eles sairão de uma prova de longa duração para uma de curta."

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