Brasil pode receber 3 meetings em 2006

A Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) ainda não definiu como será o calendário da modalidade para 2006, embora o tema tivesse sido discutido na reunião do Conselho e no Congresso da entidade, dias antes do Mundial de Atletismo de Helsinque, que terminou neste domingo. A entidade pode modificar o sistema de disputa dos meetings mundiais outdoors (que são 34 atualmente), divididos em Golden League, Super Grand Prix e Grand Prix 1 e 2. A idéia seria reduzir o número de torneios do calendário e criar até três GPs continentais, por áreas, valendo pontos para o ranking da Final Mundial de Atletismo, de encerramento da temporada. O tema volta a ser discutido na reunião do Conselho, dias 12 e 13 de novembro, em Moscou.O presidente da IAAF, o senegalês Lamine Diack, defendeu a internacionalização do atletismo dizendo que os Estados Unidos precisam organizar "sob a chancela da entidade, um grande meeting", assim como os outros continentes. Segundo Diack, isso não enfraquecerá a Europa e fortalecerá o esporte nos outros continentes.A América do Sul faria os seus meetings no Brasil, todos em maio de 2006, dia 14, no Rio, dia 17, em Fortaleza, e dia 21, em Belém. "Nós temos organizado competições muito boas, com a presença de medalhistas olímpicos e mundiais", disse Gesta. O próprio norte-americano Walter Davis, que ganhou medalha de ouro no salto triplo no Mundial de Helsinque, perdeu três vezes para Jadel Gregório, nos meetings do Brasil, realizados esse ano, nas mesmas cidades. "Tivemos lá muitos medalhistas desse Mundial - contei nove até sábado", disse Gesta para justificar a qualidade dos torneios feitos no Brasil.O dirigente lamentou o fato de o Brasil não ter conseguido uma medalha no Mundial, mas salientou que, com exceção dos Estados Unidos, esse foi um torneio que mostrou que as medalhas estão bem divididas. "A própria Europa tradicional, como Alemanha, Itália, Inglaterra, perdeu força. Com um pouco de organização, mais o talento nato de seus atletas, o Caribe e a África ainda estão crescendo", disse. O Brasil, na sua avaliação, está vivendo um processo de renovação, "Não tivemos a nossa medalha e esse é o problema. A medalha conta, mas tínhamos chance."

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