Omar Torres/AFP
Omar Torres/AFP

Brasil precisa da prorrogação para bater Panamá e levar bronze

Seleção sai atrás do placar, leva duas na trave e defende um pênalti

MARCIO DOLZAN, ENVIADO ESPECIAL A TORONTO, O Estado de S. Paulo

25 de julho de 2015 | 16h54

Foi sofrido, mas a seleção brasileira de futebol masculino superou o Panamá por 3 a 1 na prorrogação, após empate em 1 a 1 no tempo normal, e ficou com a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. O corintiano Luciano, duas vezes, e o ex-são-paulino Lucas Piazon fizeram os gols do Brasil. Com o resultado, a seleção chegou ao seu segundo bronze na história dos Jogos - o anterior foi em 1983.

A competição de futebol do Pan aceita apenas inscrições de atletas de até 22 anos - que, portanto, tenham idade, para disputar a Olimpíada do ano que vem. O Brasil foi representado por um time reserva da sua seleção olímpica, uma vez que os clubes não eram obrigados a liberar seu atletas. O Pan, afinal, não acontece em data Fifa.

Assim, o técnico Rogério Micale se viu obrigado a convocar apenas jogadores que não são titulares de seus clubes, com poucos exceções. O destaque da campanha foi o atacante Luciano, do Corinthians, artilheiro do torneio com cinco gols.

A decisão do ouro será no domingo, às 14h05, também em Hamilton, nos arredores de Toronto. O Brasil volta a jogar ainda neste sábado, no mesmo local, às 19h35, na final do futebol feminino, contra a Colômbia.

O JOGO

Talvez ainda sentindo a derrota de virada na semifinal, para o Uruguai, o Brasil fez um primeiro tempo melancólico. Começou o jogo produzindo um pouco mais ofensivamente, mas de novo de forma burocrática. O trio Erik, Luciano e Clayton até que procurava rodar o jogo, mas faltava objetividade.

Do outro lado, o Panamá era franco atirador. Aproveitava-se de erros de marcação e buscava o ataque quase sempre às costas da zaga brasileira. O time teve chance de abrir o placar aos 35, quando Eurico cometeu pênalti em Waterman. Na cobrança, porém, Escobar chutou no meio e Andrey defendeu.

O gol panamenho que não saiu no pênalti. Veio, porém, no último minuto do primeiro tempo. Murillo recebeu pela extrema direita e cruzou no segundo pau para Nuñez abrir o placar de cabeça.

Com o mau futebol da primeira metade do jogo e a desvantagem no placar, o técnico Rogério Micale foi mexendo no time ao longo da etapa final - nas peças e na maneira de atuar. Mudou os dois laterais, sacou o volante Barreto e colocou Lucas Piazon no ataque. O Brasil passou a criar, buscando as entradas na área em diagonal de Luciano e Clayton ou a movimentação de Erik pelo meio.

Erik teve duas boas chances de empatar. Na melhor delas, ao 26, ele recebeu passe de Gilberto na pequena área, mas demorou demais para finalizar e a defesa afastou. O gol de empate acabou vindo num pênalti duvidoso cinco minutos mais tarde, sofrido por Luciano. Na cobrança, o jogador do Corinthians colocou no canto direito e deixou tudo igual.

Nos minutos finais, o Panamá seguiu na pressão. E teve a grande chance de garantir o bronze aos 38, quando Aguilar recebeu livre na direita e tocou por cobertura na saída de Andrey. A bola acabou batendo no travessão, e o jogo foi mesmo para o tempo extra.

PRORROGAÇÃO

Na prorrogação, o jogo seguiu franco. O Panamá teve a primeira boa chance, aos 6, quando Luciano evitou o gol de Muñoz afastando a bola da pequena área. Mas foi o Brasil quem acabou marcando três minutos mais tarde.

O gol foi o lance mais bonito da tarde. Lucas Piazon recebeu passe na esquerda, invadiu a área deixando dois marcadores para trás e bateu colocado, no ângulo esquerdo do goleiro Powell.

Sem outra alternativa, o Panamá se jogou ao ataque. E aí foi a vez do Brasil buscar o contragolpe e explorar os espaços. Aos 10, Clayton fez jogada pela esquerda e mandou para o meio da área; a bola passou por Piazón, mas sobrou para Luciano chutar forte e garantir a vitória.

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