Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Brasil quebra jejum de 32 anos na prova do tiro com arco

Bronze por equipes ameniza a frustração de Marcus Vinicius

Paulo Favero, ENVIADO ESPECIAL A TORONTO, O Estado de S. Paulo

18 de julho de 2015 | 07h00

O Brasil quebrou um jejum de 32 anos sem medalhas no tiro com arco dos Jogos Pan-Americanos. Nesta sexta, em Toronto, a equipe formada por Marcus Vinicius D’Almeida, Daniel Xavier e Bernardo Oliveira garantiu o bronze ao superar Cuba. “Nas duas últimas edições eles tinham eliminado a gente. Agora demos o troco”, afirmou Daniel Xavier, o mais experiente do time.

Ele tinha um ano quando o País conquistou a última medalha. Marcus Vinicius D’Almeida, o mais jovem dos três, com 17 anos, ressaltou a importância da medalha numa competição com grandes equipes. Os Estados Unidos, que tiraram o Brasil na semifinal, são os atuais vice-campeões olímpicos.

“Todos vieram para os Pan-Americanos com o time A, porque estão se preparando para a disputa do Mundial”, disse Marcus, referindo-se ao torneio que será realizado em setembro na Itália.

A vitória sobre Cuba por 5 a 3 foi debaixo de chuva, o que dificulta a mira e o acerto no centro do alvo. “A flecha fica mais pesada”, disse Daniel Xavier. 

Antes de disputar o bronze, o trio treinou para tentar acertar a mira. “Eu brinquei com eles dizendo que teríamos de ser como Ayrton Senna, que era muito bom debaixo de chuva”, revelou Bernardo.

Antes a equipe tinha superado o Canadá, dono da casa, por 6 a 0, mas na semifinal caiu diante dos Estados Unidos pelo mesmo placar. “Nós conseguimos bater de frente com os Estados Unidos. Eles são os atuais vice-campeões olímpicos e perdemos cada set por apenas uma flecha”, afirmou Daniel.

REABILITAÇÃO

O resultado também ajudou a diminuir a frustração de Marcus Vinicius D’Almeida, que havia perdido para o mexicano Luis Alvarez nas quartas de final no dia anterior e acabou ficando fora da briga por uma medalha no individual. Ele era tido como um dos candidatos à medalha de ouro por causa dos resultados que vinha tendo antes do Pan. 

“Essa medalha vale mais do que o ouro no individual. É mais importante porque mostra nosso trabalho conjunto”, afirmou o garoto.


Tudo o que sabemos sobre:
Jogos Pan-Americanos, tiro com arco

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.