Brasil se dá bem nas provas aquáticas

A natação e a vela estão dentre os esportes disputados na água que sempre trouxeram bons resultados para o Brasil em Pan-Americanos. Mas são várias as modalidades ligadas à água que podem ajudar o País a subir posições no quadro histórico de medalhas. No programa dos esportes aquáticos estão o pólo e os saltos ornamentais, masculino e feminino, o nado sincronizado, só para as mulheres, e a exótica maratona, 10 km de natação no mar, também no feminino e no masculino. Completam as provas na água modalidades que dependem de equipamentos, como remo e canoagem (olímpicas) e esqui aquático, para homens e mulheres. Na água, antes de estrear, a vela trabalha para superar a crise que envolve sua federação e a incerteza sobre o local da disputa. A natação espera ter o programa e os recursos para a preparação final definidos em breve. Outros esportes, como o pólo masculino, seguem se preparando em meio a dificuldades. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) não quer que alegações de falta de profissionalismo possam justificar uma má atuação no Pan. Os atletas que quiserem competir no Rio terão de se dedicar só ao esporte nos últimos meses de preparação e sobreviver com a ajuda de custo mensal de R$ 1.500.Este mês, após avaliação em São Paulo com os 30 pré-convocados, o técnico cubano Bárbaro Dias, que dirigiu o time de pólo em Winnipeg (1999) e foi reconduzido ao cargo, selecionará 18 atletas, que só treinarão juntos nos fins de semana - durante a semana, treinarão em seus Estados. ?Mas teremos três estágios internacionais, com concentração. Fizemos uma Copa Pan-Americana e nove atletas não tinham condições físicas. Aí vem a desculpa de que não vai bem porque não é profissional. Quem não tem tempo para treinar está fora?, resume o supervisor Ricardo Cabral. Só os atletas que jogam no exterior - Vicente Henrique, na Itália, Felipe Silva e Gabriel Reis, na Espanha, e Marco Antônio Santos, nos EUA - podem se apresentar depois. ?Os Estados Unidos são muito superiores e, no momento, o Canadá está melhor que o Brasil. Acho que o Brasil brigaria com Cuba pelo bronze no Rio?, avalia o técnico.Também no feminino o pólo brasileiro deve brigar com Cuba para ao menos repetir o bronze de Winnipeg (99) e São Domingos (2003). A capitã, Flávia Fernandes, a Flavinha, acha que a seleção, jovem, mas experiente - várias atletas atuam no exterior -, pode até pensar em ameaçar o Canadá pela prata.Restrito às mulheres, o nado sincronizado no Pan terá apresentações em dueto e conjunto. Armandinho emprestou o som de sua guitarra baiana e se juntou aos músicos da Cor do Som para gravar o pot-pourri que vai embalar as apresentações da rotina livre (mais longas). A equipe tem como tema ?Um dia no Rio?, ao som de Samba do Avião e Assanhado, de Tom Jobim (a última com Jacob do Bandolim), Cidade Maravilhosa, o hino do Rio, e País Tropical, de Jorge Benjor.Músicas definidas, as garotas ainda terão de passar por provas para serem confirmadas pela técnica Roberta Perillier. A base é o grupo para o Mundial de Melbourne, em março: Nayara Figueira, Lara Teixeira, Caroline Hildebrant, Gláucia Souza, Giovana Stephan, Michele Frota, Beatriz Feres, Branca Feres, Pamela Nogueira e Júlia Franco. O Pan ainda terá o remo, na Lagoa Rodrigo de Freitas. O Brasil não disputará as 13 provas, mas planeja ganhar um ouro que não vem desde Caracas, em 1983, com os irmãos Ronaldo e Ricardo Carvalho. As melhores apostas são Anderson Nocetti e Allan Bittencourt, no dois sem pesado; as guarnições do double skiff leve, as duplas Thiago Gomes/José Carlos Sobral e Alex Arias/Ronaldo Vargas estão andando juntas; no quatro sem leve, com Leandro Loureiro, Thiago Almeida, Célio Amorim e Gustavo Villela. A equipe fará várias concentrações em Porto Alegre, visando à preparação para o Pan.O remo está no programa pan-americano desde 1971, mas o Brasil nunca ganhou medalha com as mulheres. Desta vez, isso pode mudar com a guarnição do four skiff, formada por Fabiane Beltrame, Mônica Anversa, Renata Gorgen e Kissia Cataldo.

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