Brasil se supera e termina competição no top três

Atrás apenas de China e Rússia, País faz campanha bem superior à do último Mundial e dos Jogos de Pequim

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2011 | 00h00

A seleção brasileira de atletismo que disputa o Mundial Paraolímpico da modalidade em Christchurch, Nova Zelândia, cumpriu seu papel: superou a campanha dos Jogos Paraolímpicos de Pequim/2008, quando ficou na 10.ª colocação no geral. Em Christchurch, o Brasil conquistou 30 medalhas. A equipe subiu 12 vezes ao lugar mais alto do pódio, além de somar 10 medalhas de prata e 8 de bronze. O resultado põe o País em 3.º lugar, atrás apenas de China e Rússia. No último Mundial, disputado em Assen (Holanda), em 2006, foram 25 medalhas (apenas quatro de ouro) e a 17.ª posição no quadro final.

Na delegação composta por 25 atletas, 19 foram medalhistas - ou seja, 76% dos competidores brasileiros estão entre os três melhores do mundo. Ontem (já domingo na Nova Zelândia), no último dia do Mundial, os maratonistas Tito Sena e Ozivam Bonfim conquistaram a prata e o bronze na prova de 42.195 metros na classe T46 (amputados).

Terezinha Guilhermina foi a maior campeã: a velocista conquistou ouro nos 100 m, 200 m, 400 m e 4 x 100 m na categoria T11 (cegos). Na mesma classe, Odair dos Santos e Lucas Prado levaram três ouros cada. Odair ganhou os 1.500 m, 5 mil e 10 mil metros e Lucas repetiu o triplete de Pequim, com vitória nos 100 m, 200 m e 400 m. Atletas jovens, que estrearam em Mundiais, também não decepcionaram. Apostas para a Paraolimpíada do Rio, em 2016, os velocistas Alan Fonteles e Yohansson Nascimento, além do lançador Jonathan dos Santos, garantiram medalhas.

Domínio e desafios. Para o diretor-técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Edilson Alves Tubiba, não há dúvida de que a delegação brasileira possui, atualmente, os melhores atletas cegos do mundo - 17 das 28 medalhas foram conquistadas com os deficientes visuais. "O Brasil tem tradição com os deficientes visuais e posso dizer que os nossos cegos são os melhores do mundo."

O Brasil enfrenta dificuldades, contudo, nas provas em que os atletas necessitam de aparatos tecnológicos, como próteses e cadeiras. Só três competidores que atuam nessas classes foram ao Mundial e apenas Alan Fonteles, que usa próteses nas pernas, subiu ao pódio. "Precisamos desenvolver tecnologia no Brasil, mas primeiro para a iniciação, tentando massificar as provas."

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