Brasil supera os EUA e ganha bronze no revezamento

Equipe fica atrás da forte França, que leva o ouro, e da Rússia, prata, mas faz boa prova e bate o recorde sul-americano

, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2010 | 00h00

O Brasil teve um primeiro dia mais do que animador no Campeonato Mundial de Piscina Curta de Dubai com a conquista da medalha de bronze na forte disputa do revezamento 4 x 100 metros livre. A equipe formada por Marcelo Chierighini, Cesar Cielo, Nicholas Santos e Nicolas Oliveira ficou em terceiro lugar com o tempo de 3min05s74. A vitória foi do grupo francês (3min04s78), que contou com Fred Bousquet e Alain Bernard, seguido do russo (3min04s82), liderado por Danila Isotov.

A equipe nacional teve um desempenho de alto nível. Nas eliminatórias, o grupo fez a marca de 3min08s71 e quebrou o recorde sul-americano da prova, que já durava 12 anos - 3min10s45, estabelecidos por Fernando Scherer, Carlos Jayme, Alexandre Massura e Gustavo Borges. Na final, o time foi ainda mais rápido: 3min05s74. Não foi o suficiente para superar franceses e russos, mas colocou o Brasil à frente de times como o dos Estados Unidos - que não contou com Michael Phelps, mas tinha Ryan Lochte e Nathan Adrian.

"Isso mostra que a natação do Brasil não é feita só de talentos individuais, também somos fortes como um grupo. Foi um grande passo para entramos fortes no ciclo olímpico", ressalta. "Fora isso, tem a emoção, a adrenalina que uma prova de revezamento provoca. É muito bom nadar com amigos." Oliveira, que fechou o revezamento, superou uma crise de pressão alta antes da prova. "Esse (a pressão) é um problema de família."

Hoje o Brasil está em três finais com Guilherme Guido (100 m costas), Felipe França (100 m peito) e Kaio Márcio (100 m borboleta).

1º recorde após supermaiôs. Outro destaque do dia foi o recorde mundial estabelecido pela China na vitória do revezamento 4 x 200 metros livre feminino: 7min35s94. Foi o primeiro desde a proibição dos supermaiôs.

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