Arquivo/AE
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Brasil tem estrela solitária no Mundial de ginástica

Diego Hypolito é a única esperança do País na competição que começa nesta terça em Londres

O Estado de S. Paulo,

12 de outubro de 2009 | 22h33

O Campeonato Mundial de ginástica artística, que começa nesta terça-feira, em Londres, será um teste para a delegação brasileira. No masculino, Diego Hypolito compete de olho no título depois de um afastamento de três meses por causa de cirurgia no ombro. O restante da equipe lutará 'apenas' para fazer bom papel.

No feminino, um grupo renovado vai tentar mostrar no Ginásio O2, o mesmo da Olimpíada de 2012, que o País é capaz de ser competitivo mesmo sem a presença de Daiane dos Santos, Laís Souza, Jade Barbosa e Daniele Hypolito, que nos últimos anos foram a "espinha dorsal" da delegação.

Diego, que abriu mão de competir no salto para se concentrar no solo, disputa nesta terça as eliminatórias. Garante que está recuperado da cirurgia no ombro esquerdo, realizada em junho, e fez bons treinos na aclimatação da equipe masculina, realizada na Espanha. A proposta é apresentar o Hypolito 1 na primeira passagem, com nota de partida 16,60. Se conseguir vaga na final, no dia 17, lutará pelo terceiro título - foi campeão nos Mundiais de 2005 e 2007.

Diego terá como principal adversário o chinês Kai Zou, atual campeão olímpico. A favor do brasileiro está o fato de que a competição sofreu uma grande baixa com a contusão no joelho do alemão Fabian Hambuechen em um treino no domingo. O brasileiro acredita que, apesar de tudo, o Mundial pode ser mais forte do que os Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado.

"Durante o treinamento de pódio, realizado no domingo passado, pude observar que os ginastas estão muito bem preparados, e com as notas de partida muito parecidas", assinalou.

VETERANAS

Sem Daiane, Laís, Jade e Daniele, todas contundidas, a responsabilidade por manter um bom retrospecto do Brasil em Mundiais recairá sobre as 'veteranas' Khiuani Dias e Ethiene Franco, ambas de 17 anos. Apesar da juventude, as duas fizeram parte do grupo que ficou em quinto lugar na disputa por equipes em Stuttgart, 2007.

A primeira fez muita falta na Olimpíada - não competiu por estar contundida. De acordo com o ex-técnico da seleção feminina Oleg Ostapenko, a ginasta tem como ponto forte o fato de ser bastante regular.

Assim como no masculino, a ginástica feminina também terá desfalques importantes como as norte-americanas Nastia Liukin e Shawn Johnson.

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