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Brasil tem uma campeã no pólo aquático

O Brasil tem uma campeã olímpica de pólo aquático, só que jogando pela seleção da Itália. As seleções brasileiras, masculina e feminina, da modalidade sequer classificaram-se para a competição. Mas a centro Alexandra de Sanctis Araújo, que nasceu no Rio, mas foi criada em São Paulo, sem opções de construir uma carreira como jogadora de pólo no Brasil mudou para a Itália, em 1993, para o que deveria ser uma única temporada pelo clube Gifa, de Palermo. Nunca mais voltou. Dona da cidadania italiana, integrou pela primeira vez a seleção daquele país em 1996. Nunca mais saiu. Nesta quinta-feira, a Itália venceu a Grécia por 10 a 9, no Parque Aquático de Atenas, e Alexandra foi ao pódio. Desde que chegou à seleção da Itália, Alexandra já ganhou vários títulos, como os europeus (1997, 1999 e 2002) e as medalhas de ouro, ganhas nos Mundiais de Perth (1998) e Fukuoka (2001). Também tem o vice-campeonato do Mundial de Desportos Aquáticos de Barcelona, no ano passado. "Eu gostaria de ver um Brasil competitivo no pólo aquático. Se isso fosse verdade talvez eu não tivesse deixado o País. Mas falta investimento e patrocínio. Na Itália, diferentemente do Brasil, o jogador de pólo só se dedica ao esporte, não tem de conciliar outra profissão com a modalidade como é no Brasil", observa Alexandra. Uma jogadora pode ganhar entre 10 mil e 30 mil euros por temporada. "Depende muito do presidente do clube e da lábia de cada jogadora", comenta, mostrando que ainda não esqueceu nem mesmo as gírias do português. Observa que o pólo italiano além de gratificar as jogadoras e ter uma seleção que participa de vários torneios na Europa e no mundo, tem uma federação que organiza um campeonato interno forte, que tem sete meses de duração e dez times em cada uma das séries, A e B. Alexandra sempre gostou de praticar esportes, desde pequena. Fazia tênis, basquete, vôlei, natação. "Eu queria jogar vôlei, mas não era muito boa. Eu jogava no Paineiras quando conheci o pólo. Nunca tinha visto o jogo na minha vida, mas como eu sabia nadar pensei em tentar." Passagem - Alexandra afirma que integrou a primeira seleção brasileira feminina de pólo, formada em 1988. "Fomos para um torneio nos Estados Unidos, cada uma pagando as suas despesas. Depois disso, o Brasil passou a ter uma seleção, com alguma ajuda da confederação." A última competição de Alexandra com a equipe do Brasil foi em 1994. "O presidente do Gifa me convidou para fazer uma temporada em Palermo. Fui ficando por causa do pólo por um ano, mais um, mais um, ganhando europeu e mundiais, ganhando...arrumei um companheiro, o Filipo, e foi juntando tudo e estou na Itália há dez anos."

Agencia Estado,

26 Agosto 2004 | 16h55

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