Tatiane Rodrigues/Divulgação
Tatiane Rodrigues/Divulgação

Brasil terá apenas uma representante feminina no Mundial de Surfe

Cearense Silvana Lima desafia as dificuldades e a falta de recursos para tentar brilhar e levar o nome do País no alto do pódio

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

21 de fevereiro de 2015 | 17h02

O Brasil terá apenas uma representante na elite feminina do Circuito Mundial de Surfe: a cearense Silvana Lima, que depois de ficar ausente na temporada passada, foi campeã da segunda divisão e retorna ao grupo das melhores atletas. Claro que as dificuldades são enormes para a atleta que busca um patrocínio principal para tentar competir de igual para igual com as adversárias. "Estou ansiosa para tudo começar", diz.

Ela já está na Austrália, treinando para a disputa do Roxy Pro Gold Coast, que será realizado de 28 de fevereiro a 11 de março, mesmo período da competição masculina. Na primeira fase, ela terá pela frente a australiana Stephanie Gilmore, campeã do ano passado, e mais uma competidora convidada da organização. "Estou muito feliz, estou de volta para o lugar de onde eu nunca deveria ter saído. Mas ficar fora foi bom para eu ter tempo para me preparar mais. Agora estou na melhor fase do meu surfe e pronta para a briga pelo título", avisa.

Aos 30 anos, ela é uma veterana do Circuito e tem três vitórias na elite. "Estou com alguns apoios muito importantes", conta, citando a Vult Cosmética, Bivolt Energy Drink, Prefeitura de Paracuru (CE), Elite Surfing e as pranchas Cabianca. "A expectativa é a melhor possível porque teremos três etapas novas em lugares que gosto muito de surfar, que são Lowers, Fiji e Maui. Estou ansiosa."

A surfista entende que o título de Gabriel Medina no masculino vai ajudar a abrir as portas para o feminino e também servirá de inspiração para a temporada. "Isso me faz querer um título também", comenta, rindo. "Espero que ajude a abrir as portas para outros atletas serem vistos por marcas que não são ligadas ao esporte. Eu mesma fui vice-campeã mundial duas vezes, sou atual campeã do WQS e brasileira, mas não tenho patrocínio principal. Todo atleta precisa parar de pensar nas contas para se preocupar só com campeonatos. Isso ajudaria muito na evolução do esporte."

Para a temporada, Silvana acha que as melhores do ranking no ano passado são favoritas, mas ela promete estragar a festa. "Eu tenho surfe para brigar de frente com elas. Não será fácil, mas é assim que eu gosto. Sempre lutei para conseguir tudo, minha vida foi muito difícil no passado, então já estou acostumada", conclui.

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