Brasil testa opções no revezamento 4x100

O revezamento 4x100 metros do atletismo brasileiro já é dono de duas medalhas olímpicas - o bronze em Atlanta (1996) e prata em Sydney (2000). Para os Jogos de Atenas, a preocupação do técnico Jayme Neto Júnior é assegurar novamente a presença dos velocistas no pódio. Por enquanto, o revezamento comemora a medalha de prata que "herdou" no Mundial de Paris, em 2003, com o quarteto Vicente Lenilson, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e Cláudio Roberto de Souza - a Inglaterra foi desclassificada em razão de antidoping positivo de Dwain Chambers. O Brasil já havia herdado o ouro no Pan-Americano de São Domingos (2003) por causa do doping do americano Mickey Grimes, tornando-se tricampeão pan-americano.Para tentar levar o revezamento ao pódio em Atenas, Jayme Neto Júnior aproveitou o camping de 23 dias realizado em San Diego, na Califórnia (EUA), para testar novas formações. Além de Claudinei Quirino da Silva, André Domingos, Edson Luciano, Vicente Lenilson e Cláudio Roberto de Souza, integraram o grupo três velocistas da nova geração - Jarbas Mascarenhas Júnior, vice-campeão brasileiro dos 100 m e reserva da equipe em Paris, Bruno Pacheco, finalista nos 200 m no Mundial Juvenil na Jamaica (2002), e Jorge Célio da Rocha Sena, bronze nos 200 m no Pan-Americano Juvenil de Barbados (2003)."A meta era testar os mais jovens e posições diferentes na formação do time (largada, segundo e terceiro corredores e chegada) e foi alcançada em parte, porque tive problemas com um estiramento muscular na coxa direita de Edson Luciano e depois uma lesão do Jorge Célio", disse Jayme.Com dois novatos na equipe, o Brasil foi prata numa prova em Montesec (EUA), perdendo de um combinado de velocistas de elite. Jarbas abriu e Bruno fechou o revezamento, com Claudinei em segundo e Lenilson em terceiro."O Claudinei deu conta do recado, mesmo sem correr bem as provas individuais. O Cláudio pode correr em qualquer posição. O Vicente foi muito bem, correndo como terceiro homem. Também testei os mais jovens. Estou mais seguro, porque hoje sei as opções que tenho e não precisarei improvisar se alguém se machucar, o que não é raro entre velocistas", revelou o treinador.Mas se tivesse de definir o revezamento hoje, Jayme optaria pela experiência, com Cláudio, Claudinei, Lenilson e André. Edson Luciano, que já voltou a treinar, e André são os atletas que o técnico mais conhece - estiveram em todos os pódios, desde Atlanta, em 1996. "Até agosto tem muito tempo ainda", avisou.

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