Brasil todo disse não à camisa da Adidas, diz ministra

Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, diz que País deu um basta à desvalorização de sua imagem

Marcio Dolzan e Thaise Constancio, Agência Estado

27 de fevereiro de 2014 | 18h08

RIO - A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, comentou nesta quinta-feira sobre a polêmica linha especial de camisetas lançada pela Adidas nesta semana nos Estados Unidos. A coleção, que trazia estampas com duplo sentido, fazendo alusão a turismo sexual durante a Copa do Mundo, acabou sendo retirada das lojas pela empresa alemã após a repercussão negativa no Brasil.

"Nesta semana, todos nós, brasileiros, dissemos um alto e bom basta à forma como o Brasil é divulgado lá fora. A Adidas fez uma campanha publicitária, vendendo camisetas, desvalorizando a imagem do Brasil, as cores do Brasil, as mulheres e meninas brasileiras. O Brasil inteiro disse não, o governo brasileiro disse não", afirmou a ministra, durante o lançamento da Campanha Nacional de Carnaval pelo Fim da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, no Rio.  

Segundo Maria do Rosário, a Adidas pediu desculpas ao governo brasileiro e informou que as camisetas estão sendo retiradas de veiculação e comercialização no mundo inteiro. "Mas o pedido de desculpas da Adidas não foi para o governo, foi para a população brasileira, para as mulheres brasileiras, porque nós, como povo, nos respeitamos e não aceitamos esse tipo de coisa", disse a ministra.

Ela reiterou ainda que o governo pretende utilizar a realização da Copa do Mundo no Brasil como uma bandeira contra o racismo. "Esta Copa é uma grande mobilização, é a Copa contra o racismo, é a Copa pela paz. O racismo é o contrário da paz, é uma vergonha para a humanidade e para o Brasil, e estamos dispostos a fazer de cada jogo, de cada momento, um brado mundial contra o racismo", discursou.

Tudo o que sabemos sobre:
Copa 2014Copa do MundofutebolAdidas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.