Jonne Roriz/Estadão
Jonne Roriz/Estadão

Brasil vai em busca da melhor campanha no Mundial de Judô

Competição começa nesta segunda-feira, no Rio; País tem 5 atletas na liderança do ranking mundial

Bruna Toni e Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2013 | 07h00

SÃO PAULO - Muita coisa mudou desde a última vez que o Rio de Janeiro recebeu em seus tatames os melhores judocas do mundo, em 2007. Os três ouros e o bronze inéditos conquistados pela equipe masculina brasileira naquele ano, porém, iniciaram uma nova fase do esporte no País. Tanto é que hoje, seis anos depois, a Cidade Maravilhosa volta a receber um Mundial de Judô, mas com um cenário bem diferente: o Brasil entra como um dos favoritos na competição.

Entre os 23 atletas brasileiros que participarão do evento, que começa nesta segunda-feira e vai até o próximo domingo, no Maracanãzinho, cinco lideram atualmente o ranking da Federação Internacional de Judô (IFJ). Mas isso parece pouco à seleção. A sede por vitórias e quebra de recordes são mais do que compreensíveis. O Mundial é a competição mais importante antes dos Jogos do Rio em 2016, quando o judô promete ser o carro chefe de medalhas olímpicas.

Por isso, o clima no Maracanãzinho, principalmente para a delegação verde e amarela, também será outro desta vez. "O Mundial é uma competição que tem a mesma dificuldade da Olimpíada, mas um número de atletas bem maior, potencializando as chances de um tropeço. Nesse início de ciclo olímpico, importa muito ter uma base larga de atletas. Nós queremos conquistar seis medalhas, de quaisquer cores", disse o gestor de alto rendimento da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson.

O bom momento pelo qual passa o Brasil não deixa dúvidas de que as chances de o País ter seu melhor desempenho na história do Mundial são grandes. Pelo menos para quem já esteve em cima do tatame e sentiu o gosto de subir ao pódio, como João Derly. "Sabemos da dificuldade de um Mundial. Mas o fator casa faz a diferença. Temos chances de medalha com todos os líderes do ranking, como a Sarah (Menezes), a Mayra (Aguiar), o Victor (Penalber). Mas sabemos que o Brasil é cheio de surpresas, e surpresas geralmente boas", aposta o ex-judoca, dono do ouro da categoria até 66 kg nos Mundiais de 2005 e 2007.

O "fator casa", aliás, parece ser um aliado para todos os atletas brasileiros. Mesmo sabendo da pressão da torcida no lotado Maracanãzinho – os dez mil ingressos distribuídos gratuitamente pela organização do evento, sendo quatro mil destinados a alunos da rede pública de educação, se esgotaram rapidamente –, Rafael Silva, o Baby, não se intimida. "Será a primeira vez que estarei lutando no Brasil em uma competição deste porte, mas é uma pressão muito boa, ter a torcida a favor, pressionando a arbitragem. Esperamos fazer um resultado à altura do de 2007 agora", afirma o peso pesado.

NA CONTA DO FEMININO

Com uma equipe renovada, o grupo das meninas vem surpreendendo a cada competição, principalmente depois dos Jogos de Londres, em 2012, quando teve um desempenho melhor do que a equipe masculina pela primeira vez. E o sonho da Confederação Brasileira de Judô agora é garantir uma medalha inédita no feminino em Mundiais.

Nomes para isso não faltam. Primeira a tentar o feito no Maracanãzinho hoje, Sarah Menezes (48 kg) conta com a companhia de Mayra Aguiar (78 kg) e Maria Suelen Altheman (+ 78 kg) na liderança do ranking em suas respectivas categorias e chegam ao Mundial do Rio como favoritas.

Já o time masculino, que sempre conquistou bons resultados, terá que lidar com a ausência de dois nomes importantes. Leandro Guilheiro e Tiago Camilo, duas medalhas olímpicas para cada um, estão machucados e não vão lutar.

As maiores esperanças são Victor Penalber, número um entre os meio médios, que só entra no tatame na quinta-feira, e Rafael Silva, que lidera o ranking entre os pesados, mas que terá pela frente, além de um difícil combate na sexta-feira, quando estreia na competição, a difícil tarefa de bater o francês Teddy Riner, que busca o seu 6º título mundial no Rio, embalado pela conquista do ouro nos Jogos de Londres.

A programação começa nesta segunda, às 9h, com a festa de abertura, que este ano contará com o show da cantora Anitta, responsável por entoar o hino nacional no Maracanãzinho.

Confira a programação das lutas dos brasileiros no Mundial:

10H - SEGUNDA-FEIRA (26) - Categoria Ligeiro

Sarah Menezes (48 kg); Felipe Kitadai (60 kg)

10H - TERÇA-FEIRA (27) - Categoria Meio Leve

Erika Miranda e Eleudis Valentim (52 kg); Charles Chibana e Luis Revite (66 kg)

10H - QUARTA-FEIRA – Categoria Leve

Rafaela Silva e Ketleyn Quadros (57 kg); Bruno Mendonça (73 kg)

10H - QUINTA-FEIRA – Categoria Meio Médio

Katherine Campos (63 kg); Victor Penalber (81 kg)

9H - SEXTA-FEIRA – Categoria Médio e Meio Pesado

Maria Portela (70 kg), Mayra Aguiar (78 kg); Eduardo Santos (90 kg)

9H – SÁBADO – Categoria Meio Pesado e Pesado

Maria Suelen Altheman (+78 kg); Renan Nunes (100 kg), Luciano Corrêa (100 kg) e Rafael Silva (+100 kg)

9H – DOMINGO – Provas por equipe

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