Brasil vai enfim saber rivais dos amistosos

CBF promete divulgar quais as duas equipes que vão enfrentar o time de Mano Menezes no próximo mês

Sílvio Barsetti / RIO, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2010 | 00h00

A seleção brasileira recebe cerca de US$ 2 milhões (R$ 3,42 milhões) por amistoso e deixa a cargo de um grupo de empresários sauditas, associados à empresa suíça Kentaro, a marcação dos jogos. Para o início de outubro, em datas autorizadas pela Fifa, a programação da seleção prevê a realização de dois amistosos - os dias prováveis são 8 ou 9 e 12 ou 13. Os adversários ainda não tinham sido confirmados até a noite de ontem "apenas por falta de alguns detalhes", segundo o diretor de Comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Paiva. Serão anunciados hoje.

A convocação com 15 dias de antecedência é norma da Fifa para jogos entre seleções. "Não houve pressa agora, mas já definimos confrontos com a Argentina, em novembro, com a França, em fevereiro do ano que vem, e, depois com a Alemanha", disse Paiva. Para ele, o período de treinos em Barcelona em setembro não acarretou problemas para os clubes brasileiros, porque os convocados naquela oportunidade atuavam apenas na Europa, que estariam sem atividade por uma semana por causa das Eliminatórias da Eurocopa.

O acordo da CBF com o grupo saudita inclui um pacote de jogos oferecidos à entidade. "Nem todos os adversários propostos são aceitos pela CBF", prosseguiu Paiva. "Há sempre uma avaliação das seleções em conjunto com a cúpula da comissão técnica."

O dirigente disse também que a confirmação dos adversários às vezes é demorada em razão de negociações recorrentes entre a CBF e a emissora de TV que detém os direitos de transmissão dos jogo. "Temos de ajustar o adversário com local do jogo, fuso horário, grade de programação. Não é algo tão simples."

Anteontem, na sede da CBF, o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, disse que até mesmo a Fifa já se precipitou ao anunciar um amistoso do Brasil com a Grécia, antes da Copa das Confederações da África do Sul. O jogo jamais foi realizado. "Com Dunga como treinador, houve duas convocações sem adversário definido e não lembro de tanta polêmica", declarou Paiva.

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