Brasil vai receber etapa do Grand Slam de judô

De acordo com o presidente da CBJ, País é escolhido devido ao sucesso nos Jogos Pan-Americanos

Leonardo Maia, O Estado de S. Paulo

29 de fevereiro de 2008 | 16h52

Uma reunião não oficial com cerca de 20 federações americanas de judô, realizada no hotel Copacabana Palace, no Rio, terminou com agudo fortalecimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), nesta sexta-feira. Liderados pelo presidente da CBJ, Paulo Wanderley, os dirigentes pan-americanos da modalidade esportiva reuniram-se para discutir questões técnicas e de calendário. Como o presidente da Federação Internacional de Judô (FIJ), Marius Vizer, estava de férias na cidade, foi o momento perfeito para anunciar que o Brasil será sede, no ano que vem, de uma das mais importante competições do calendário: um Grand Slam de Judô. "Foi uma surpresa", admite Paulo Wanderley. "Esperávamos definir a realização de um Grand Prix, mas a etapa do Grand Slam realmente foi uma ótima surpresa". Ainda segundo Wanderley, o Brasil se colocou na situação de receber grandes eventos do judô com o sucesso dos Jogos Pan-americanos no Rio e o mundial do esporte que se seguiu. "O Pan e o mundial mostrou ao mundo nossa capacidade de organização. Nesse sentido, não foi uma escolha gratuita. Além disso, o sucesso dos nossos atletas e o bons resultados que obtivemos credenciaram o Brasil", comemorou o presidente da CBJ."Fechamos um acordo de quatro anos para o Brasil sediar anualmente uma etapa do Grand Slam, a partir de 2009, com premiação de US$ 150 mil", especificou Marius Vizer. "Apreciamos o trabalho feito pela CBJ pelo judô brasileiro e pan-americano".Ladeado por Juan Carlos Barcos, presidente da Federação Espanhola de Judô; Hector Cardona, presidente do Comitê Olímpico de Porto Rico; e Hedi Dhouib, Secretário Geral da FIJ; Paulo Wanderley revelou ainda que o País ganhará um centro internacional de treinamento olímpico. "Haverá um em cada continente. Nas Américas, o Brasil será a sede e deveremos construí-lo no Rio".Os detalhes do calendário ainda não foram estabelecidos, como as datas das competições ou o número de participantes, mas uma novidade já é certa. A FIJ criará um ranking a partir do ano que vem semelhante ao do circuito de tênis profissional. Os melhores atletas nesta classificação garantem participação no Grand Slam - cujas outras sedes serão Tóquio, Paris e Moscou.Os oito primeiros no ano, em cada categoria, participarão de uma Copa Master no fim do calendário anual, também lembrando o formato da série Masters do tênis. "Os melhores judocas do mundo estarão no Rio", diz Marius Vizer.

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