Brasil vai usar bola inteligente

Chip indicará a sensores nas linhas se ela não bateu dentro da quadra

Daniel Brito, O Estadao de S.Paulo

15 de maio de 2009 | 00h00

Os árbitros da Superliga de Vôlei deverão receber um alento na temporada 2009/2010, prevista para começar em novembro. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) pretende utilizar na competição nacional uma "bola inteligente", chamada de d-Tech. Ela informa ao juiz se a cortada ou o saque caíram dentro da quadra. A novidade foi apresentada oficialmente ontem pela Penalty, fabricante de material esportivo, e pela CBV em parceria com a 3Rcorp, empresa responsável pelo chip que será inserido no meio da bola para transmitir informação a sensores instalados em quatro antenas ao redor da área de jogo. No momento do quique no chão, as câmeras focadas nas linhas registram a trajetória e passam a imagem para computadores instalados na bancada dos mesários. "O árbitro pode usar um palm top (computador de mão) para ver a imagem, mas isso tomaria um tempo importante da partida. O ideal é que haja um sinal luminoso (para indicar se a bola entrou ou saiu) para agilizar o jogo", explicou Ary Graça, presidente da CBV.Esta é a segunda vez em três anos que a entidade apresenta uma "bola inteligente". A primeira, em 2006, tinha só o chip e apresentava uma grande margem de erro, por isso foi logo descartada. Para corrigir o problema, as câmeras foram adicionadas à ideia. "O resultado só é absolutamente perfeito por causa do chip aliado às câmeras", afirmou Roberto Stefano, presidente da Penalty.O projeto é inédito no vôlei mundial e custou aproximadamente US$ 2 milhões à empresa. Só foi utilizado em testes nos treinamentos da equipe masculina do São Bernardo/Santander. Ontem, o time juvenil fez uma apresentação no Ginásio José Correa, em Barueri.Para contar com a novidade na próxima Superliga, a CBV terá de pagar R$ 30 mil à Penalty. Ainda assim, o sistema não poderá ser usado em todos os jogos. "É como no tênis: o tira-teima para saber se a bolinha saiu só existe na quadra principal", comparou o presidente da empresa brasileira.Como comandante da Confederação Sul-Americana e da Pan-Americana de Vôlei, Ary Graça pretende utilizar a tecnologia nas competições continentais. E ainda deve levar a invenção à Federação Internacional (FIVB), como sugestão. "A Federação internacional não decide nada sem olhar para o Brasil. Nós somos muito respeitados lá fora. Se ela não quiser, eu vou adotando a invenção pelos países da América mesmo."O QUE ELE DISSEAry Graçapresidente da CBV"O árbitro da partida vai poder usar um palm top (computador de mão) para ver a imagem dos lances polêmicos, mas isso tomaria um tempo importante durante os jogos. O ideal é que haja um sinal luminoso (para indicar se a bola entrou ou saiu da quadra) para agilizar a disputa"

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