Brasil vence Argentina após 16 anos

Seleção derruba o favoritismo dos rivais, pressão da torcida e garante vitória (73 a 71) na casa do adversário

, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2011 | 00h00

MAR DEL PLATA

Foi um típico Brasil x Argentina. Um jogo muito disputado, cheio de rivalidade e arbitragem confusa. E a seleção brasileira fez história. Na casa dos arquirrivais, venceu por 73 a 71 um time cheio de atletas da Geração Dourada, medalha de ouro em Atenas-2004, e ganhou moral para a sequência do Pré-Olímpico de Basquete, que dá duas vagas para os Jogos de Londres. Destaque para Rafael Hettsheimeir, que saiu do banco para marcar 19 pontos e ser o cestinha da seleção.

O triunfo encerrou um jejum de 16 anos sem vitórias sobre a Argentina em Mundiais ou Pré-Olímpicos. De quebra, o Brasil devolveu a derrota ocorrida há exatamente um ano nas oitavas de final do Mundial da Turquia.

O Brasil já está nas semifinais, quando serão definidos os classificados para a Olimpíada. Ainda pela segunda fase, o time volta à quadra hoje, às 20h30, contra Porto Rico, e conhecerá o seu adversário na semifinal.

O jogo começou dando pinta de que a sorte estava do lado do Brasil. Logo no salto inicial, Nocioni pisou no pé direito de Tiago Splitter e torceu o tornozelo direito. Luís Scola, astro do time argentino, parecia que não estava em um bom dia e errava lances fáceis. Assim, a seleção brasileira conseguiu impor o seu ritmo de jogo e com marcação forte e bom aproveitamento nas bolas de três pontos terminou o primeiro quarto na frente (19 a 17).

O Brasil voltou bem para o segundo quarto e chegou a abrir seis pontos de vantagem. O jogo parecia fácil e, com seguidos erros de ataque, a Argentina ofereceu ao Brasil a chance de disparar no placar. A seleção, no entanto, não soube aproveitar. Com o apoio dos seus torcedores, os donos da casa viraram o placar sob a batuta de Scola - que passou a jogar bem, como é comum - e terminaram o primeiro tempo à frente: 27 a 28.

No intervalo, Rubén Magnano arrumou a defesa e, não por acaso, o Brasil voltou a jogar bem. Marcelinho Huertas se reencontrou e Rafael passou a ser tornar uma grata surpresa. Com desenvoltura e força, o grandalhão de 2,05 metros dominou o garrafão e liderou a reação. A seleção, então, fechou o terceiro quarto seis pontos à frente (53 a 47).

No último quarto, o jogo ficou ainda mais tenso e, consequentemente, faltoso. Restando dois minutos para o final, Scola fez a quinta falta e foi excluído. Enquanto esteve em quadra, o ala/pivô argentino marcou 24 pontos e pegou 11 rebotes. O Brasil conseguiu controlar os nervos e o jogo. Na defesa, não dava espaço para os argentinos e, no ataque, soube aproveitar as brechas oferecidas pelo adversário.

Também ontem, o Canadá ganhou de 70 a 68 do Uruguai e a Venezuela bateu o Panamá por 110 a 74.

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