Brasil vence e encara o 1.º desafio

Time ?treina? contra o Líbano e hoje pega a Grécia, vice-campeã mundial

Amanda Romanelli, ATENAS, O Estadao de S.Paulo

16 de julho de 2008 | 00h00

A seleção brasileira masculina de basquete cumpriu seu dever - venceu o Líbano por 94 a 54 - e garantiu a passagem às quartas-de-final do Pré-Olímpico Mundial. Por enquanto, tudo segue o script desenhado pelo técnico Moncho Monsalve e por seus comandados. Hoje, às 16 horas (de Brasília), a equipe vai tentar contornar o roteiro previsto: buscar uma vitória contra a seleção da casa, a Grécia, já dada como dona de uma das três vagas restantes para a Olimpíada de Pequim. Se conseguir subverter a lógica, o Brasil pode evitar o confronto com a Alemanha na fase seguinte. "Vamos tentar enfrentar o menos pior, porque tanto Alemanha quanto Nova Zelândia são equipes muito fortes", admitiu o armador Marcelinho Huertas, cestinha da partida com 17 pontos, 15 deles marcados apenas no primeiro quarto da partida.Segundo o técnico Moncho Monsalve, o Brasil tinha um objetivo: não permitir que o Líbano fizesse mais do que 50 pontos. Falhou nesse aspecto, o que não tirou o reconhecimento do bom trabalho de seus jogadores. "Tivemos alguns problemas defensivos, principalmente quando colocamos os meninos (reservas) para jogar. Mas não é nada muito preocupante. Foi importante que todos tenham entrado para ganhar experiência", disse o espanhol, satisfeito com a vitória mais do que esperada. Com atuações destacadas de Marcelinho Huertas e do ala Alex Garcia, o Brasil definiu o ritmo do jogo ainda no primeiro quarto, encerrado com uma vitória parcial por 27 a 8. Moncho aproveitou a tranqüilidade para rodar a equipe e dar chance a todo o seu banco. Tanto que começou o segundo tempo com uma formação totalmente reserva: Fúlvio, Jonathan Tavernari (que fez sua primeira partida oficial pela seleção), Duda Machado, Baby e Ricardo Probst. Os titulares Huertas, Marcelinho Machado, Alex Garcia, João Paulo Batista e Tiago Splitter só voltaram à quadra para o último quarto."O time mostrou muita intensidade", avaliou o técnico. "E, embora eu não goste de falar muito individualmente dos jogadores, por priorizar o grupo, tenho de destacar a atuação do Alex Garcia, com uma garra enorme, e defensivamente incrível." Com exceção de JP Batista, todos os brasileiros pontuaram, com destaque para os pivôs Rafael Baby Araújo (16 pontos) e Murilo (14). "É claro que os Marcelinhos e o Tiago têm um volume de jogo maior, mas todos mostraram que podem ajudar", destacou Murilo. "Estamos aqui pelo Brasil e o nosso trabalho é conquistar a vaga olímpica." O clima para a partida contra a Grécia é de otimismo apesar do susto com Baby e Alex (veja ao lado). A Arena Olímpica de Atenas, casa adversária e também do popular Panathinaikos, estará com seus 18 mil lugares lotados. Pressão? Para os brasileiros, incentivo. "Gosto muito de jogar com o ginásio cheio, mesmo que a torcida esteja torcendo contra", destacou o pivô Tiago Splitter. O último confronto entre as duas equipes ocorreu na semana passada, quando a Grécia venceu o Brasil por 72 a 65 no Torneio de Acrópolis. No retrospecto, em 13 partidas, foram oito vitórias da seleção européia. A confiança de que poderá surpreender a equipe vice-campeã mundial não deixa o Brasil. "Eu insisto em dizer que, se mantivermos a defesa e o equilíbrio, a Grécia terá de fazer um grande jogo para ganhar de nós", cravou Moncho.ESLOVÊNIA A Eslovênia garantiu o primeiro lugar do Grupo C ao vencer o Canadá por 86 a 70. No último confronto pelo Grupo B, entre Alemanha e Nova Zelândia, será definido o adversário do Brasil na fase seguinte. Líbano, Cabo Verde e Camarões - que, apesar das ameaças, entrou em quadra - foram eliminados.

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