Brasil vence EUA e faz final com Itália

O "dream team" do vôlei, o Brasil,em noite de gala, em Atenas, massacrou os Estados Unidos por 3sets a 0 (25/16, 25/17 e 25/23), em apenas 1h17 de jogo, egarantiu vaga na final do torneio olímpico. O passo final para osegundo ouro de sua história será contra a Itália, domingo, apartir das 8h30 (de Brasília), no Ginásio da Paz e da Amizade.Os italianos também impressionaram na vitória por 3 a 0 (25/16,25/17 e 25,16) contra a Rússia. Se repetir a atuação desta sexta-feira, no entanto, aseleção dificilmente deixará escapar o primeiro lugar e subiráao topo do pódio pela segunda vez. A primeira foi em Barcelona,em 1992, quando o treinador era José Roberto Guimarães,atualmente na equipe feminina.Os jogadores foram aplaudidos de pé por mais de 9 miltorcedores.Contaram com o apoio do público desde o início - os gregostorceram contra os Estados Unidos, que eliminaram o time da casanas quartas-de-final - e não decepcionaram.Os americanos quase não viram a bola e, depois do confronto,reconheceram a superioridade brasileira. Deixaram a quadrarasgando elogios ao adversário. "O Brasil joga numa velocidadediferente, acima da média, e nós tentamos adivinhar o que o timeia fazer, mas não deu certo", analisou o técnico Doug Beal. "Afinal vai reunir os dois melhores times do mundo." O comandanteitaliano, Gianpaolo Montali, que assistiu ao confronto, definiucomo perfeita a participação dos sul-americanos nesta sexta. Bernardinho, embora não abra mão de seu ladoperfeccionista, festejou a boa atuação da equipe. De acordo como técnico brasileiro, contudo, a melhor apresentação não foicontra os Estados Unidos, mas diante da Rússia, na vitória por 3a 0, pela primeira fase. Os jogadores também se disseram satisfeitos com oresultado e com a forma como o Brasil bateu os Estados Unidos. Emostraram grande confiança para a decisão com a Itália."Trabalhamos durante os quatro anos para buscar o ouro",ressaltou o meio-de-rede Gustavo. O time passeou na quadra. Defendeu com eficiência,bloqueou, atacou e dominou o rival. A vitória incontestável foiaté fácil demais para uma semifinal. Não que os americanos sejamruins. O Brasil, porém, é que foi quase perfeito. O maior pontuador foi Dante, com 15. Giba, com 14,esteve em noite espetacular. O mesmo pode se falar do levantadorRicardinho. Sua movimentação, além da inteligência, desnortearamo bloqueio dos Estados Unidos. Inspirados, os brasileiros nãolevaram nenhum susto nos dois primeiros sets.A situação ficou menos confortável no terceiro, mas nada quepudesse ameaçar o notável triunfo da melhor seleção do mundo.

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