Brasil vence Venezuela até no rúgbi

O Brasil conseguiu a segunda vitória sobre a seleção da Venezuela esta semana. A primeira, o País acompanhou na quarta-feira, quando o time de futebol ganhou por 3 a 1. Na segunda, tão disputada quanto a primeira, a seleção brasileira de rúgbi derrotou os venezuelanos por 14 a 3 e segue na luta por uma das três vagas das Américas para o Mundial de 2003. Ao contrário do que ocorreu na quarta-feira, quando valia vaga na Copa do Mundo de 2002, o time brasileiro não era o favorito no jogo deste sábado. "Nós tínhamos vencido os venezuelanos na final do Sul-Americano no ano passado, mas, para essa partida, eles fizeram dez amistosos no exterior enquanto nós fizemos quatro. Além disso, contrataram um técnico australiano", explicou o treinador da seleção do Brasil, Antônio Martoni Neto. Em campo, no entanto, valeu a garra dos 15 jogadores brasileiros, todos amadores, que abandonam profissão e estudos para treinar três vezes por semana em São Paulo. No primeiro tempo, empate por 3 a 3. O abertura (responsável pelos chutes) Sebastian Arietti, conhecido como Sebá, abriu o placar para o Brasil com um pênalti (chute onde a bola precisa acertar a parte superior interna da trave em forma de H), que vale 3 pontos. No segundo tempo, a equipe brasileira disparou. O 1ª linha Renato Odakara conseguiu 5 pontos para o Brasil com um try (jogada em que o jogador passa a linha de fundo e apóia a bola no chão). Depois, Sebá ainda converteu mais dois pênaltis, completando o placar. "Assim como no futebol, eles perderam para nós e foi bom porque eles foram muito arrogantes antes e durante o jogo", disse Sebá. "Eles aprenderam que rúgbi se ganha em campo e com humildade", desabafou o 3ª linha Marco Alexandre Mobrige. O jogo teve um significado especial para o half Ronaldo Torres, que, como seu xará da seleção de futebol, usa a camisa 9 e se recuperou recentemente de uma cirurgia no joelho. "A contusão foi no jogo contra eles em dezembro do ano passado. Só voltei a treinar há três meses", lembrou.

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