Cinara Piccolo/Divulgação
Cinara Piccolo/Divulgação

Brasil vira e vence a França no Mundial feminino de handebol

Após deixar adversárias dominarem o primeiro tempo, seleção consegue vitória histórica

AE, Agência Estado

06 de dezembro de 2011 | 21h31

SÃO PAULO - O Brasil viveu nesta terça-feira um dos momentos mais importantes da história do seu handebol. Jogando no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, a seleção brasileira feminina conseguiu uma vitória emocionante sobre a vice-campeã mundial França, de virada, por 26 a 22, chegando à sua terceira vitória no Campeonato Mundial. A torcida e a goleira Chana foram determinantes no resultado.

Até o intervalo, só deu França, que venceu a primeira etapa por 17 a 10. Mas, no handebol, é comum que duas goleiras se revezem. Uma é titular no primeiro tempo, outra no segundo. Assim, a experiente Chana Masson, de 32 anos, entrou no lugar da novata Babi e mudou a cara do jogo.

Chana ajudou não só com sua atuação fantástica, mas também por ter chamado a torcida para jogar junto com o Brasil. Com cerca de 15 minutos de segundo tempo, o time brasileiro já havia diminuído a diferença para 21 a 19. Com a torcida empurrando, a virada era questão de tempo.

Depois, foram quase outros 15 minutos sem sofrer um gol, o que só aconteceu nos últimos segundos, quando o Brasil já tinha quatro gols de folga. Após o apito final, muita festa das brasileiras no centro da quadra, comemorando a vitória como se fosse título mundial. Não à toa, Chana foi eleita a melhor do jogo e desabou num choro comovente.

A vitória é fundamental para as pretensões do Brasil no Mundial. Única invicta do grupo, a seleção brasileira joga novamente na quinta-feira, contra a Romênia, outra adversária difícil, novamente no Ibirapuera. Se vencer, deve ficar com o primeiro lugar do Grupo C, uma vez que fecha a competição contra a frágil Tunísia.

Assim, seguiria no Ibirapuera para as quartas de final, enfrentando o quarto colocado do Grupo D, provavelmente a Argentina, adversária também teoricamente muito mais frágil. Nas quartas de final, fase que já será toda jogada no Ibirapuera, enfrentaria o terceiro do Grupo A ou o segundo do Grupo B em busca de uma inédita semifinal. A melhor posição obtida pelo Brasil no Mundial foi um 7.º lugar, em 2005.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.