Brasil: vitória para elevar o moral

Seleção derrota time dos EUA, algoz no Grand Prix, por 3 sets a 1 e mantém[br]invencibilidade. Japão é o adversário na semifinal

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2010 | 00h00

A seleção brasileira feminina de vôlei confirmou seu poder de fogo no Campeonato Mundial do Japão ao terminar invicta a segunda fase. E nada melhor para ganhar moral do que a vitória de ontem sobre o time dos Estados Unidos, um dos algozes no Grand Prix, por 3 sets a 1 (25/19, 24/26, 25/19 e 25/23), em Nagoya. A equipe comandada por José Roberto Guimarães ficou em primeiro lugar no Grupo F e vai enfrentar seu outro carrasco no Grand Prix, o Japão, pelas semifinais. O jogo vai ser no sábado, em Tóquio, às 7 horas de Brasília. A outra vaga na decisão sairá do vencedor do jogo entre EUA e Rússia, às 4 horas de sábado.

Ontem foi dia de vitória para dois times e de festa para quatro. Rússia e Japão disputaram em confronto direto o primeiro lugar do Grupo E, em Tóquio. Melhor para as russas, que assim como as brasileiras ainda não perderam no Mundial. O resultado também foi vitória por 3 sets a 1 (21/25, 14/25, 25/23 e 13/25). A diferença foi que as duas equipes iniciaram o confronto já classificadas para a fase seguinte, enquanto as norte-americanas, depois de perder para o Brasil, precisaram torcer na arquibancada para Cuba derrotar a Itália, o que acabou ocorrendo em um jogo dramático de cinco sets (16/25, 26/24, 25/21, 25/23 e 24/22).

Contra as norte-americanas, o Brasil teve trabalho para manter a invencibilidade no Mundial. O rival contou com seu principal destaque na competição, a oposto Destinee Hooker, que, com sua agilidade, deu trabalho ao bloqueio brasileiro. "Precisamos pegar aquela mulher lá", pedia Zé Roberto no tempo técnico, incitando o bloqueio a adiantar o tempo da subida à rede e, assim, segurar a adversária. Com esforço, as jogadoras conseguiram atender o treinador.

Destaques. Um dos destaques do grupo brasileiro foi a ponta Jaqueline, que fez 18 pontos. "A Jaqueline tem ajudado muito em todos os sentidos. Quando não é acionada no ataque, colabora na defesa, no passe, no bloqueio... Ela é uma jogadora versátil e isso é muito importante. É fundamental na organização da equipe", observou Zé Roberto. Mas outras jogadoras do Brasil também foram muito bem no confronto, como a meio de rede Thaísa, que apesar das bolhas no pé virou bolas decisivas, e as reservas Dani Lins (levantadora) e Joycinha (oposto), que quando entraram em quadra mantiveram o desempenho do time.

Zé Roberto se disse feliz com a vitória sobre as americanas, mas fez ressalvas. "Nosso bloqueio não foi tão bem hoje. Temos de melhorar."

O treinador decreta o espírito que deve nortear as atletas rumo à final. "O Mundial é um campeonato muito difícil. Cada jogo é vivido intensamente. Não podemos perder. Não relaxamos nem por um segundo. Foi assim até aqui e vai continuar até o último jogo. Agora é tensão total." / COM AGÊNCIAS

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