Gregory Bull/AP
Gregory Bull/AP

Brasil volta a fazer final na esgrima após 44 anos e garante 4ª medalha

Toldo, Perrier e Scavasin irão decidir na categoria florete

Estadão Conteúdo

25 de julho de 2015 | 17h12

Foram longos 44 anos de jejum até que o Brasil finalmente voltasse a se classificar para uma final nas competições de esgrima dos Jogos Pan-Americanos. Os autores do feito são Guilherme Toldo, Ghislain Perrier e Fernando Scavasin, que levaram a equipe brasileira de florete à decisão do ouro em Toronto.

Depois de chegar seguidamente ao pódio do Pan entre 1967 e 1975, a esgrima brasileira passou por três décadas de quase ostracismo. Só foi voltar a ganhar medalha no Rio (2007), com três de bronze. Depois, em Guadalajara (2001), também voltou para casa com três medalhas bronzeadas.

Agora, já tem garantidas quatro medalhas, sendo uma pelo menos de prata. O time masculino de florete faz final às 21h05 contra os Estados Unidos, que são amplos favoritos e contam com dois dos três melhores do ranking mundial. No caminho até a decisão, o Brasil passou por Porto Rico (45 a 19) e Venezuela (42 a 34).

Exceto na final do Pan, o Brasil torce pelos Estados Unidos. Isso porque, se os americanos terminarem o ranking olímpico entre os cinco primeiros (estão no quarto lugar), abrem uma vaga no Rio-2016 para a melhor equipe das Américas na lista. E esse posto é ocupado hoje exatamente pelos brasileiros, que estão em 11.º, duas posições à frente do Canadá. O Pan, entretanto, não vale pontos.

Também neste sábado, a equipe feminina de florete disputa o terceiro lugar, contra o México, às 18h05 (de Brasília). O time é formado por Taís Rochel, Gabriela Cecchini e Bia Bulcão e caiu exatamente diante dos EUA na semifinal. As americanas, terceiras do ranking mundial, venceram fácil, por 45 a 26.

Em Toronto, o Brasil ganhou medalha de bronze com Renzo Agresta, no sabre, Nathalie Moellhausen, na espada, Ghislian Perrier, no florete, e com a equipe feminina de espada. A disputa do florete feminino por equipes não está no programa dos Jogos do Rio-2016 porque existe um rodízio de armas e uma delas fica de fora em cada edição da Olimpíada.

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