Kevin Van Paassen/AFP
Kevin Van Paassen/AFP

Ginasta brasileira temeu perder medalha por recurso de rival

'Fiquei desesperada. Fui prejudicada segunda, achei seria de novo'

NATHALIA GARCIA, Enviada Especial a Toronto, Estadão Conteúdo

20 de julho de 2015 | 16h53

A medalha de bronze de Angélica Kvieczynski na fita nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em prova "extra" da ginástica rítmica, só foi confirmada depois da revisão da nota da canadense Patrícia Bezzoubenko. Enquanto aguardava o resultado oficial, a brasileira recordou o episódio vivido no individual geral, no sábado, e temeu que a decisão dos juízes a tirassem do pódio.

"Fiquei desesperada. Temi muito essa revisão porque no primeiro dia me prejudicaram, achei que hoje (segunda) ia acontecer a mesma coisa", desabafa. Na ocasião, Angélica entrou com recurso e acabou com a nota diminuída, ficando no quarto lugar justamente pela diferença perdida. "Fiquei meio decepcionada no dia do geral, quando rebaixaram minha nota. Acabei perdendo uma medalha por isso", afirma.

Por conta do recurso, Angélica perdeu a medalha na principal competição dos Jogos Pan-Americanos, o individual geral, a única que consta no programa olímpico. As finais por aparelhos são consideradas medalhas "extras" e acabam premiando com cinco medalhas uma atleta que, na Olimpíada, ganharia só uma.

Mas o episódio também deu força para a Angélica se superar na última série e se apresentar "com sangue nos olhos". "Entrei na série de fitas com muita raiva. Olhei no olho de cada árbitra e acho que isso foi um diferencial bem grande. Entrei para cravar a série e cumpri meu objetivo", comemora.

Angélica encerra a participação no Pan de Toronto com duas medalhas de bronze em provas não-olímpicas (arco e fita) e já começa a pensar no Mundial de Stuttgart (Alemanha), em setembro. "Trouxe uma boa experiência, é o maior campeonato da América e o nível estava altíssimo. Estamos no caminho certo, tem que manter esse foco e melhorar algumas coisas. No Mundial não pode ter falha nenhuma, tem que ser perfeito."

CONJUNTO

A equipe brasileira de ginástica rítmica deixará Toronto com duas medalhas de ouro e uma prata na bagagem. Um resultado pior do que nas últimas quatro edições do Pan, quando ganhou as três de ouro. No Canadá, entretanto, o Brasil conquistou o penta na prova olímpica.

Na avaliação da técnica Camila Ferezin, as brasileiras têm muito o que comemorar. "Fizemos uma ótima competição. Foi uma superação mesmo a gente chegar aqui e conquistar essas duas medalhas de ouro e uma de prata, é uma medalha de prata com sabor de ouro. O mais importante foi ser campeão geral, ganhar dos Estados Unidos que é nosso principal rival."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.