Brasileiras aproveitam Mundial para fazer intercâmbio

Serão gastos R$ 550 mil para a realização do 2.º Troféu Mundial de Nado Sincronizado, que começa nesta sexta

Bruno Lousada, Estadão

11 de outubro de 2007 | 19h21

Serão gastos R$ 550 mil para a realização do 2º Troféu Mundial de Nado Sincronizado Rio 2007, que começa nesta sexta-feira, às 11h30, e termina no domingo, no Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca. O valor será pago pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), com apoio da Prefeitura do Rio, de um patrocinador (os Correios) e do governo federal por meio da Lei Agnelo/Piva. Enquanto isso, vários atletas brasileiros da modalidade, embora reconheçam que a competição pode fortalecer o esporte no País, sonham com o mesmo tipo de investimento para melhorar as condições de trabalho. É comum eles reclamarem da falta de incentivo e de estrutura. "Todo o esporte brasileiro precisa de maior apoio, mas trazer essa competição para o Brasil já foi um investimento. As potências da modalidade estarão presentes. É um intercâmbio de conhecimento. As nossas meninas vão aprender bastante", disse a técnica da seleção brasileira, Roberta Perillier.  Perguntado se seria melhor investir os R$ 550 mil no desenvolvimento da modalidade no Brasil, o presidente da CBDA, Coaracy Nunes Filho, respondeu que não, alegando que o torneio vai facilitar a obtenção de recursos. "Quanto melhor o evento, maior a facilidade para conseguir verbas."  A CBDA custeará a alimentação e a hospedagem das delegações dos oito países que participação da competição. "Eles só pagarão as passagens aéreas", afirmou o dirigente, que diz estar à procura de novos patrocinadores para acelerar o crescimento do nado sincronizado no País. "É uma necessidade real. Mesmo assim, o nado sincronizado cresceu depois dos Jogos Pan-Americanos do Rio por causa dos bons resultados obtidos pela seleção (medalha de bronze no dueto e por equipes)." Para promover o 2.º Troféu Mundial, as brasileiras e as poderosas russas, bicampeãs olímpicas e tetracampeãs mundiais, percorreram no fim de semana passado as praias de Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca distribuindo ingressos para a competição . "A seleção brasileira não tem chance de medalha. Só deve superar o México e o Egito", declarou a técnica Roberta Perillier.

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