Gabriel Inamine/Divulgação
Gabriel Inamine/Divulgação

Brasileiras comemoram Mundial de handebol ‘quase perfeito’

Meninas do Brasil ficaram com o quinto lugar após derrotarem a ex-campeã mundial Rússia

Nathalia Garcia - estadão.com.br,

18 de dezembro de 2011 | 14h52

SÃO PAULO - Depois de conquistar o quinto lugar e cravar a melhor campanha no Mundial feminino de handebol, a seleção brasileira se consolidou entre as maiores potências do esporte. A vitória sobre a tricampeã Rússia por 36 a 20 neste domingo, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, refletiu a evolução das jogadoras.

O resultado é motivo de orgulho para o técnico dinamarquê Morten Soubak. “O Mundial foi excepcional para o Brasil. Todo mundo elogiando a gente. A Europa inteira está encantada com as meninas”, disse.

A trajetória da equipe verde-amarela na competição foi bastante expressiva para o handebol do País. O melhor resultado havia sido a sétima posição, em 2005. Em casa, foram oito vitórias em nove jogos. O Brasil terminou a fase de grupos com 100% de aproveitamento, com destaque para o triunfo sobre a poderosa França. 

Para as brasileiras, o duelo com a equipe finalista foi o mais desafiador do torneio. “O jogo contra a França foi o mais emocionante. Foi demais virar sete gols em uma equipe que está na final e com possibilidade de ser campeã”, contou a goleira Chana. 

Nas oitavas, a Costa do Marfim não foi párea para as meninas e ficou pelo caminho. A única derrota da seleção foi contra a Espanha, nas quartas, com um gol faltando 15 segundos para o final. Mas o time soube encontrar motivação para bater a Croácia e, na sequência, a Rússia.

Apesar do feito inédito, o tropeço nas quartas de final ainda incomoda as atletas. “O Mundial foi quase perfeito. Chegar em quinto lugar foi uma melhora muito grande, mas a gente fica com um sabor meio amargo”, avaliou a pivô Fabiana Diniz, a Dara. O lamento também estava presente nas palavras da ponta-direita Alexandra. “Eu falo que é uma pena a gente ter feito um Mundial maravilhoso e ter ficado em quinto”, comentou.

Já a meia-direita Deonise tentou ver o lado positivo da queda contra a Espanha. “O balanço do Mundial é nota mil. A gente teve um pequeno tropeço contra a Espanha, mas isso serve de lição. Você aprende muito com a derrota”, disse.

O próximo pensamento da equipe já é na Olimpíada de Londres, em 2012. O Brasil conseguiu uma vaga com a conquista dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, em outubro. 

“Vamos continuar trabalhando forte daqui para frente e já estamos com o time pronto, redondo. Não conseguimos a medalha aqui (em solo brasileiro), mas somos candidatas à medalha em Londres”, projetou a meia-esquerda Eduarda Amorim, a Duda.

O aprendizado que o Brasil adquiriu ao longo da campanha no Mundial e a força de reação da equipe foram exaltados pelo técnico Soubak. “Vamos levar muitas coisas para a Olimpíada. Mostramos que somos capazer de brigar com todo mundo e que somos capazer de chegar um passo mais à frente”, analisou.

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