Brasileiras defendem pódio na S. Silvestre

Se na competição masculina da 79ª edição da Corrida de São Silvestre as atenções se voltam para o bloco de quenianos, entre eles o campeão de 2002, Robert Cheruiyot, no feminino as brasileiras terão de brigar para manter a superioridade conseguida nas duas últimas edições, vencidas pela mineira Maria Zeferina Baldaia (2001) e a goiana Marizete Rezende (2002). A prova feminina reunirá 1.500 atletas, a partir das 15h15. A prova masculina, com 13.500 inscritos, terá início às 17 horas. A largada será na Avenida Paulista, em frente do Masp.A missão não será fácil. Contundida, Marizete está fora da prova este ano. Zeferina não teve uma temporada regular - depois de uma parada por estresse no primeiro semestre - explica que precisou "reaprender a treinar" - enfrentou um momento difícil na carreira. A ex-cortadora de cana teve um retorno progressivo às corridas. "O objetivo é sempre ganhar, mas quero, pelo menos, chegar entre as cinco primeiras."As brasileiras ainda terão de enfrentar a queniana Margaret Okayo, bicampeã da Maratona de Nova York. Será um desafio, mas a baiana Sirlene de Pinho pretende estar no pódio. Em 2002, a atleta de 25 anos, ex-empregada doméstica, radicada em Santos, não conseguiu concluir a prova - parou no 12º quilômetro de um percurso de 15. Mais experiente, espera fazer uma prova mais tática este ano.Risco? - O fundista Marilson Gomes dos Santos, o melhor brasileiro na São Silvestre de 2002 (segundo colocado), apontado como um dos favoritos à vitória, não disputou os 8,5 km da São Silveirinha, sábado, em Barueri - o fundista da equipe Pão de Açúcar BM&F de Atletismo sentiu dor no tendão de Aquiles da perna direita. "Achamos desnecessário correr o risco de uma contusão mais séria tão perto da São Silvestre", explicou o técnico Adauto Domingues.

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