Brasileiras sofrem apagão e perdem da França de virada

Equipe iniciou bem o jogo e fechou o quarto inicial por 20 a 16. Nos outros três só deu França, que ganhou por 73 a 58

AMANDA ROMANELLI, ENVIADA ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2012 | 03h01

LONDRES - A seleção feminina de basquete largou mal nos Jogos de Londres. Depois de um bom início de jogo, as brasileiras não souberam administrar a vantagem e, com um apagão no segundo tempo, acabaram derrotadas pela França por 73 a 58 (32 a 31).

Uma vitória no primeiro jogo do torneio poderia dar ao Brasil mais chances de sonhar com uma vaga nos mata-matas. A seleção de Luis Cláudio Tarallo está no grupo de Austrália e Rússia, duas das principais potências da modalidade.

O Brasil começou vencendo o primeiro quarto por 20 a 16. Depois, viu a França reagir. O time europeu ganhou os três períodos seguintes, impondo uma quarta parcial por 21 a 9.

Destaque para a armadora Celine Dumerc, cestinha da partida com 23 pontos.

"Em Olimpíada, não pode acontecer uma coisa como essas. Demos um tiro no pé e precisamos repensar o que fizemos. O grupo teve um apagão", disse a ala Karla, que marcou 13 vezes.

A pivô Érika, principal nome da seleção brasileira, não se conformou com a reação francesa permitida pelo Brasil. "É isso que dá mais raiva. A gente tinha o jogo na mão. Ralamos três meses treinando e agora entregamos de bandeja?"

A estrela brasileira foi a cestinha da equipe, com 17 pontos, mas pouco conseguiu jogar quando a França ajustou a marcação sobre ela.

"Deixamos de defender, de ter comunicação, de ir ao rebote. Achamos que já tínhamos ganho e nada está garantido enquanto o placar não está zerado."

O próximo jogo do Brasil será às 12h45 (de Brasília) de segunda-feira contra a Austrália, campeã mundial em 2006 e medalha de prata nas duas últimas Olimpíadas. No período de preparação, as brasileiras enfrentaram as australianas por quatro vezes e perderam todos os jogos.

"Elas têm o favoritismo, mas a gente pode surpreender", confia o técnico Tarallo.

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